Carta de Dilma só abrirá negociação com aposentados

Presidente vai determinar que ministros Gilberto Carvalho e Garibaldi Alves iniciem “mesa de negociação” sobre agenda que inclui aumentos acima da inflação e fim do fator previdenciário

A carta que a presidente Dilma Rousseff se comprometeu a responder para os aposentados – que ontem ameaçaram derrubar a votação orçamento de 2012 – apenas vai determinar que seus ministros voltem a negociar com os representantes da categoria. A missão ficará com Gilberto Carvalho (Secretaria Geral) e Garibaldi Alves (Previdência), que participaram das últimas reuniões para impedir um fiasco no Congresso.

Ao contrário da promessa inicial, a carta só será entregue na segunda-feira (26), informou a assessoria de Carvalho. Nela, Dilma não vai comentar o conteúdo dos pleitos feitos por escrito à presidente.

Entre os pedidos dos aposentados, está a criação de um índice novo de reajuste de aposentadorias, criação do Conselho da Seguridade Social, o fim do imposto sindical, benefícios para obtenção de medicamentos e isenção de imposto de renda para idosos.

“Nós temos uma série de outras coisas que poderiam resolver o problema nosso. Eu pago R$ 176 por mês de imposto de renda. Se me isentassem disso, já seria um ganho”, afirmou o presidente do Sindicato Nacional dos Aposentados, João Batista Inocentini, na tarde desta sexta-feira (23).

Ele disse ao Congresso em Foco acreditar que Carvalho e Garibaldi vão começar a negociar com a categoria em janeiro e fevereiro.

Em troca dessa carta da presidente e do apoio de líderes no Congresso, os aposentados e o deputado Paulinho da Força (PDT-SP) se comprometeram a não mais derrubar a sessão do orçamento na noite de ontem, pedindo verificação do número de parlamentares presentes. Não havia quórum no plenário e, às 23h, faltava apenas uma hora para se encerrar o ano legislativo. O governo entraria 2012 sem orçamento.

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