Câmara aprova MP sem remuneração a ex-ministros em quarentena

Proposta aprovada pela comissão mista previa que políticos de alto escalão recebessem salários quando saíssem do governo. Texto original amplia o Plano Safra 2013/2014

A Câmara rejeitou nesta quarta-feira (25) a possibilidade de ministros e integrantes do primeiro escalão do governo receberem salários após entrarem em quarentena. Enxertada na Medida Provisória 619/13, a sugestão acabou retirada do texto após o DEM apresentar um destaque e a maior parte dos partidos concordarem.

Entre outras medidas, a proposta trata da armazenagem de grãos, ao estabelecer ações para ampliar a capacidade de armazenagem para a safra 2013/2014. Na apreciação da MP na comissão mista, foram incluídos diversos dispositivos sobre vários assuntos. Eles foram aprovados, em sua maioria, pelo plenário da Câmara. A MP segue agora para análise e votação do Senado Federal.

No texto aprovado pelos deputados, foram incluídos pelo relator, deputado João Carlos Bacelar (PR-BA), diversos dispositivos que não constavam do texto original da MP editada pelo governo como: a questão do programa de moratória e perdão de dívidas das santas casas de Misericórdia, subvenção a produtores de cana-de-açúcar do estado do Rio de Janeiro e as novas regras para o recebimento do salário-maternidade na adoção e no caso de morte da genitora.

Outro destaque aprovado permite às entidades filantrópicas de saúde a incluírem na moratória e no perdão de dívidas aquelas referentes à multa adicional de 10% do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) por demissão sem justa causa.

Em outra votação, os deputados rejeitaram destaque do DEM que pretendia retirar do texto da MP a possibilidade de a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) contratar bancos federais para a construção de armazéns públicos, usando o Regime Diferenciado de Contratações Públicas (RDC) para contratação das obras.

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