Ataque ‘apequena’ biografia de Lula, diz Aécio

Em resposta à comparação com o nazismo e com Herodes, candidato do PSDB disse que ex-presidente 'não está disputando a eleição'. Ele reafirmou compromisso com programas sociais

O candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves, rebateu nesta quarta-feira (22) as críticas feitas pelo ex-presidente Lula, que comparou a campanha tucana com o nazismo. Durante entrevista coletiva em Belo Horizonte, Aécio afirmou que as declarações diminuem a biografia do petista e que seu papel é inexpressivo na disputa. O presidenciável também reafirmou a postura de manter os programas sociais do governo federal.

 

Para Aécio, o papel desempenhado por Lula na reta final do segundo turno presidencial é "inexpressivo". Ao dizer que ignora o ex-presidente por ele não estar "disputando a eleição", disse ser "triste para a sua própria biografia, só quem perde com isso é ele, que apequena sua própria biografia com ataques torpes e absurdos como este".

Durante comício em Recife, na noite de ontem (21), Lula usou boa parte do seu discurso para disparar contra os tucanos. Primeiro, comparou a postura do partido oposicionista com o nazismo."Se o Nordeste ouviu, se o Nordeste leu o preconceito contra nós, as injustiças. Parece que estão agredindo a gente como os nazistas agrediam no tempo da Segunda Guerra", afirmou o ex-presidente.

Depois, Lula citou Herodes, que governava a Judéia na época em que Jesus Cristo nasceu. Ele teria mandado matar todas as crianças após receber a notícia que uma delas era o Messias. "Vocês [tucanos] são mais intolerantes do que Herodes, que matou Jesus Cristo por medo de ele se tornar o homem que virou. Querem acabar com o PT, querem acabar com a presidenta Dilma, achincalhar ela, chamar de leviana. Só pode ser feito por um filhinho de papai, porque um nordestino jamais faria isso", discursou.

Programas sociais e bancos públicos

Na coletiva, Aécio também reafirmou sua posição de manter os programas sociais do governo do PT. Segundo o tucano, não haverá mudança na política de reajuste do salário mínimo e o programa Bolsa Família será aprimorado. Também tentou afastar a possibilidade de diminuir o papel dos bancos públicos na economia brasileira.

"O meu dever é tranquilizar os beneficiários do Bolsa Família, que vai continuar e será ampliado, queremos tranquilizar os servidores das instituições que são patrimônio do povo brasileiro e que serão fortalecidas em nosso governo, não permitiremos que sejam aparelhadas por partidos políticos", disse.

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