Arruda e Roriz estarão juntos em 2014, diz jornal

Ex-governadores do Distrito Federal, adversários desde 2006, negociam apoio para a formação de um grupo político visando a disputa pelo Palácio do Buriti. Secretário do PR na capital diz que aliança é "pragmática"

Primeiro aliados e depois adversários políticos, os ex-governadores do Distrito Federal Joaquim Roriz (PRTB) e José Roberto Arruda (PR) ensaiam uma nova aliança para 2014. De acordo com o secretário-geral do PR na capital, Antônio Gomes, os dois "esqueceram as divergências" e pretendem formar uma aliança de centro-direita para disputar o Palácio do Buriti contra o atual governador, Agnelo Queiroz (PT).

A declaração foi dada por Antônio Gomes em entrevista publicada na edição desta quinta-feira (24) do jornal Correio Braziliense. De acordo com o periódico, o secretário-geral, que presidiu a Companhia Imobiliária de Brasília (Terracap) durante a gestão de Arruda no GDF e também participou do governo Roriz, afirmou que os dois têm conversado bastante sobre a situação política da capital.

“Eles vão estar juntos nas eleições de 2014, não tenho dúvidas. Se um não puder ser candidato, o outro será. Arruda e Roriz têm esse acordo”, disse Gomes. No caso de ambos ficarem inelegíveis, eles sentarão e escolherão um terceiro nome. No entanto, de acordo com a declaração do secretário-geral ao Correio Braziliense, Arruda é "candidatíssimo" ao GDF no ano que vem.

Arruda começou na carreira política nas mãos de Roriz. Durante o primeiro mandato eleito do ex-peemedebista, ele foi chefe de gabinete e depois secretário de Obras. Com a visibilidade do cargo, conseguiu se eleger senador em 1994. Em 2001, renunciou por conta do escândalo da fraude do painel. No ano seguinte, foi eleito deputado federal pelo DF, mesmo ano que Roriz voltou ao GDF ao derrotar o candidato petista Geraldo Magela. Quatro anos depois, eles estiveram em lados diferentes na eleição majoritária, o que iniciou o afastamento entre os dois.

Em 2010, Arruda perdeu o mandato por infidelidade partidária por decisão do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-DF) ao sair do DEM. Ele deixou o partido pela pressão dos dirigentes nacionais da legenda, que ameaçavam um processo de expulsão por conta da Operação Caixa de Pandora. O julgamento ocorreu quando ele estava preso por determinação do Superior Tribunal de Justiça (STJ), acusado de tentar subornar uma testemunha.

Com um histórico de acusações e processos na Justiça, Joaquim Roriz acabou barrado pela Ficha Limpa em 2010, quando tentava o quinto mandato no governo, por ter renunciado ao mandato no Senado em 2007. Na época, ele foi acusado de negociar uma partilha irregular de R$ 2,2 milhões com o presidente do Banco Regional de Brasília (BRB). Por causa da denúncia, o Psol entrou à época com representação contra Roriz, e ele preferiu desistir do mandato a enfrentar o processo de cassação. Pelas regras da Lei da Ficha Limpa, fica inelegível até 2023.

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