Arruda comprou adesão dos partidos em 2006, diz Durval

Rudolfo Lago, Eduardo Militão, Mário Coelho e Thomaz Pires


O depoimento do ex-secretário de Relações Institucionais do governo do Distrito Federal Durval Rodrigues, dado aos promotores do Núcleo de Combate às Organizações Criminosas (NCOC) e presente no inquérito que deu origem à Operação Caixa de Pandora, revela o pagamento de políticos em troca de apoio eleitoral em 2006.


Segundo Durval, Márcio Machado, que hoje é presidente distrital do PSDB e secretário de Obras, na época atuava como "um dos captadores do governo Arruda". Como exemplo, ele cita a entrada do distrital Benedito Domingos (PP) na sua campanha. "No valor de R$ 6 milhões, dinheiro compartilhado entre ele e o filho Sérgio Domingos", disse Durval no depoimento ao NCOC.


As informações dadas pelo ex-secretário, exonerado nesta sexta-feira (27) pelo governador José Roberto Arruda (DEM), foram mais tarde repassadas à Procuradoria Geral da União (PGR) por conta do foro privilegiado dos investigados. Junto com depoimentos, estavam dossiês e gravações em áudio e vídeo.


Durval ainda cita mais outros dois casos. Um deles é a entrada do PRP na campanha. O acerto para a legenda aderir a Arruda custou R$ 200 mil. Outro citado é Omar Nascimento, presidente distriral do PTC. No depoimento, Durval diz que Nascimento "é do PHS" e que o valor acertado foi de R$ 100 mil.


Todos os recursos, de acordo com o ex-secretário, saíram de empresas de informática. "Que foram entregues tantos para partidos ainda menores", afirmou.

Leia trechos do dossiê elaborado por Durval 

Veja imagens da mala de dinheiro com R$ 400 mil

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