Após encontro com ministros, Dilma decide reunir líderes e partidos aliados

Durante o encontro, segundo relatos da imprensa, petista demonstrou extrema irritação com as constantes derrotas na Câmara e a infidelidade de integrantes da base. Ministro diz que sentimento ainda é de “unidade política”

A presidente Dilma Rousseff reunirá, ainda nesta semana, todos os líderes e presidentes de partidos da base aliada para discutir uma solução para atual crise política. A decisão foi tomada após reunião entre a petista, o vice-presidente Michel Temer e mais 13 ministros realizada na noite deste domingo (9), no Palácio da Alvorada. Também participaram do encontro os líderes do governo no Congresso, José Pimentel (PT-CE), e na Câmara, José Guimarães (PT-CE).

Durante o encontro, a presidente Dilma demonstrou extrema irritação com as constantes derrotas na Câmara e com a infidelidade de integrantes da base. Além disso, segundo informa a coluna Painel, do jornal Folha de S. Paulo, Dilma já se preocupa em construir uma “base mínima” de 200 deputados para evitar que se avance qualquer tipo de pedido de impeachment no Congresso.

Segundo o ministro da Secretaria de Comunicação da Presidência da República, Edinho Silva, a reunião também serviu para avaliar o cenário político do país e a condução da base diante do cenário de dificuldades na economia e problemas enfrentados na articulação da base no Congresso Nacional.

Para ele, apesar dos problemas, o sentimento ainda é de “unidade política”. “Não vamos permitir que interpretações ou utilização política, por alguns setores minoritários, no nosso entender, da própria base e da oposição que elas possam provocar ruídos ou dificultar a construção da governabilidade”, complementou o ministro.

Na semana passada, na volta do recesso parlamentar, o Congresso retomou aos trabalhos enfrentando novas derrotas ao governo. Parte da base aliada recusou apoiar o Planalto na votação de projetos que aumentam os gastos públicos, as chamadas “pautas-bomba”.

O primeiro round da batalha foi a votação da proposta de emenda à Constituição (PEC) 443/09 que vincula o salário da Advocacia-Geral da União (AGU), dos procuradores estaduais e municipais e dos delegados das Polícias Civil e Federal à remuneração dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

O governo queria adiar a votação com o objetivo de costurar um acordo com os líderes partidários e tentar construir uma alternativa à PEC. Segundo a equipe econômica, a proposta prejudicaria as contas públicas da União, dos estados e dos municípios, com impacto orçamentário extra de cerca de R$ 9,9 bilhões ao ano. Mesmo assim a matéria foi aprovada, com o apoio de parte dos aliados. Na ocasião, o PDT disse que estava deixando a base e o PTB se declarou independente.

Ainda de acordo como Edinho Silva, durante a reunião o vice-presidente Michel Temer, responsável pela articulação política do governo, foi enfático em defender o seu compromisso com a presidente Dilma e com a governabilidade. “Todos reconhecem o papel de destaque que o vice-presidente Temer tem. Hoje, ele cumpre um papel fundamental na construção da governabilidade” acrescentou o ministro da Comunicação.

Com informações da Agência Brasil

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