A chegada na Campus Party

Há coisas que passam e, vupt, não deixam nada que mereça ser lembrado. Não é o caso da última Campus Party, realizada em São Paulo no mês passado

Saco de dormir, HD externo, toalha, smartphone, lanterna e laptop. Estava, no dia 6 de fevereiro, segunda-feira, com tudo que precisava para embarcar num voo rumo a São Paulo para participar da Campus Party Brasil 5.

Já no aeroporto deu pra sentir que eu não era o único. Não é possível que aquele grupo de dez caras apressados carregando computadores embalados em sacolas de feira estivesse indo pra outro lugar. E dentro da coisa não se falava em outro avião. Do avião para o ônibus, que levaria até a estação de metrô, que levaria a outro ônibus, que levaria finalmente ao Anhembi Parque. Ufa. Fiz uma ou duas paradas no caminho pra almoçar e tentar fugir um pouco da fila. Deu tudo bem mais certo do que esperava.

Depois de finalmente me cadastrar no camping e guardar toda a minha tralha na barraca, fui dar uma olhada rápida nas instalações.

Acordei no dia seguinte animado, pronto para o começo da programação oficial. Muita correria e muitas latas de energético pra conseguir assistir a todos os debates, mesas e oficinas que tinha marcado na minha agenda.

Ainda no primeiro dia vi a palestra "A história oculta da internet", do engenheiro e pesquisador Andreu Veà. Presidente da Internet Society espanhola, ele derruba vários mitos sobre a história da rede. Sempre tomei como verdade a versão de que, durante a guerra fria, o Exército norte-americano queria construir uma rede à prova de bombas atômicas. Segundo ele, que entrevistou os principais envolvidos no projeto da Arpanet, isso é um mito. A intenção era, na verdade, conectar sistemas diferentes e compartilhar recursos do projeto. Segue trecho (em espanhol):

A palestra inteira pode ser vista aqui.

Esse e vários outros vídeos podem ser vistos no canal da Campus Party.

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