TSE chega ao fim do domingo com 99,8% das urnas apuradas

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luís Roberto Barroso, disse que o Brasil chegou na marca de 99,8% das urnas apuradas minutos antes da meia-noite deste domingo (15). A marca chegou cerca de duas horas e meia mais tarde que a marca de 2018, quando a mesma marca de apuração do primeiro turno havia sido alcançada às 21h20 do dia da eleição.

Barroso creditou a demora extra a a medidas extras de seguranças e, muito provavelmente, ao fato de o TSE ter centralizado a totalização dos votos – medida adotada pela primeira vez em 2020 e definida ainda no mandato da ministra Rosa Weber como presidente da corte. Barroso, que afirmou em entrevista anterior não ter simpatia pela mudança, se retratou e disse que tomaria a decisão, uma vez que ela veio m relatório técnico da Polícia Federal .

"É até possível que a totalização pelo TSE tenha causado a lentidão, mas foi uma decisão técnica por conta de uma recomendação técnica de um relatório minucioso da Polícia Federal", disse Barroso, que disse lamentar o atraso, mas não considerá-lo grave.

Os dados já apurados pelo TSE apontam que a abstenção no país 23,14%, índice maior que os 20,8% das eleições presidenciais de 2018. O tribunal também apontou que 3.903.129 votos foram brancos, e 7.032.920 considerados nulos.

Mais cedo, Barroso disse que um problema em servidor de hardware causou a lentidão na apuração de votos das Eleições de 2020. O problema foi causado por uma falha em um processador de um supercomputador da corte, responsável pela contagem de votos. O núcleo passa por reparos durante à noite, mas apenas na segunda-feira (16) será possível uma explicação completa sobre o motivo da lentidão.

Segundo Barroso, o imprevisto ocorreu na sede do TSE, em uma máquina instalada pela empresa norte-americana Oracle. A empresa seria a responsável pela manutenção da máquina. O incidente não gerou nenhum tipo de vazamento de dados em Tribunais Regionais Eleitorais (TRE). "Os dados chegaram íntegros", afirmou Barroso, que não disse acreditar que houve risco à credibilidade do sistema. "Não há nenhum risco de o resultado não representar o resultado daquilo que foi votado", afirmou.

Na apresentação de dados deste pleito, o presidente da corte apontou que 0,7% das urnas no país precisaram ser substituídas, e que não houve a necessidade de voto manual em nenhum dos 5.570 municípios brasileiros.

Barroso citou também que houve um vazamento de dados e um ataque hacker durante o dia. Os dados roubados seriam informações administrativas relativas a funcionários e ministros do TSE, presente em um servidor antigo. Os dados vazados, segundo o TSE, são relativos a períodos antigos, entre 2001 e 2010, e em grande parte acessíveis ao público.

O ataque hacker foi do tipo de DDoS – quando seguidas tentativas de acessos a um servidor inviabilizam seu acesso. Segundo Barroso, os ataques vieram de computadores do Brasil, dos Estados Unidos e da Nova Zelândia, mas não teria comprometido o sistema eleitoral. "O ataque foi totalmente inócuo", disse o ministro. A Polícia Federal deve investigar ambos os casos, mas ainda não há sindicância aberta.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e presidente da corte eleitoral concedeu entrevista ao lado do vice-presidente do STF, ministro Edson Fachin e do ministro da Defesa, general Fernando Azevedo e Silva.

Estavam também presentes o ministro da Justiça e Segurança Pública, André Mendonça; o Advogado-Geral da União, José Levi; o procurador-geral da República, Augusto Aras; o diretor-geral da Polícia Federal, Rolando Alexandre Souza, e todos os ministros do TSE. Observadores internacionais de países como Colômbia, Chile, República Dominicana e Mercosul também estiveram presentes.

O sistema enfrentou instabilidades após o fechamento das primeiras urnas, às 17h no horário de Brasília. Até o início do discurso de Barroso, apenas 0,39% das urnas haviam sido apuradas em São Paulo. Às 22h10, Barroso afirmou que a corte já apurou 57,77% dos votos na capital paulista, apesar de o sistema da corte não apresentar atualizações há mais de quatro horas.

O TSE chegou a reconhecer o problema em suas redes sociais, mas ressaltou que a apuração ocorria de maneira normalizada dentro da corte.

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