A crise orçamentária na Universidade de Brasília

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Comentários (2)
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  • Walldemar Sobrinho

    Sou formado em medicina pela UFRJ em 1970 e desde 1964 quando estava ingressando na universidade já dava pra ver que a maioria ali não sairia profissional, mas sim revolucionário de esquerda. Eu estava certo. Até hoje, legião de inúteis é o que as universidades públicas produzem. Baixíssimo nível intelectual e alto nível ideológico de esquerda. Depois reclamam da falta de emprego. O único patrão que emprega esse tipo de “gente” é o governo porque lá não é necessário produzir nada, pois é um emprego, não um trabalho.

  • Fábio

    O problema financeiro não é apenas da UNB, mas de toda a universidade pública, insustentável economicamente hoje. Algumas medidas devem ser tomadas:
    1) Da mesma forma como já existe cobrança de mensalidade na pós-graduação, isso deve ocorrer na graduação. Juridicamente, exige reforma constitucional. Evidentemente, os alunos menos abastados seriam bolsistas, de forma integral ou parcial. De toda forma, gente que estudou em colégio particular pode pagar mensalidade. Com isso, os recursos financeiros da universidade aumentariam muito, talvez ela pudesse até ser autossustentável e os recursos dirigidos a ela alocados no SUS ou no ensino básico público, por exemplo. Não faz sentido esse modelo em que a sociedade toda (especialmente os mais pobres) bancam a universidade de gente em sua maioria rica. Quem pode pagar que pague. Assim é em todo o mundo;
    2) Revisão dos contratos e introdução de um regime facilitado de licitação. Deve ser mantida a liberdade acadêmica, mas ela pode conviver plenamente com gestões mais profissionais;
    3) Deve acabar a estabilidade dos professores, assim como deveria ser com todos os servidores públicos. Gente incompetente, que vive de licença, que não dá aula, que vive de greve, não pode continuar mamando no orçamento público porque passou num concurso mil anos atrás. Não se trata de fazer uma caça às bruxas, mas demitir gente que não trabalha ou trabalha muito pouco;
    4) Por fim, as regras de jubilamento e repetência devem ser bem mais rígidas. Se o curso dura 5 anos, o estudante deveria ter no máximo 6 para se formar. O sujeito que é “estudante profissional” e demora 10 anos para se formar em um curso de 4, porque tem preguiça de estudar, porque é repetente, porque pega duas matérias por ano, onera toda a sociedade e impede que alguém mais merecedor ocupe a vaga.