A estatística não é uma ciência exata. Suas ilações nem sempre correspondem à verdade dos fatos. Se uma pessoa come dois pães, por exemplo, e outra não come nenhum, “na média” cada uma dessas pessoas teve um pão para se alimentar. Com o PIB de um país, quando diluído por sua população, as coisas não são muito diferentes. Neste caso, o chamado PIB per capita nem sempre reflete a situação real da população em questão.
No Brasil, por exemplo, elevado agora à condição de 6º economia mundial. Com um PIB de 2,5 trilhões de dólares, suplantamos o Reino Unido, cuja produção global está estagnada na casa dos 2,4 trilhões de dólares. Mas dividido por sua população, esse PIB confere aos ingleses uma renda per capita de US$ 39 mil, ao passo que, no caso do Brasil, cada cidadão teria a renda de US$ 13 mil, um terço do que cabe ao cidadão inglês.
O PBI per capita indica a riqueza ou que o país está crescendo, mas não revela como está sendo distribuída essa riqueza. No caso dos ingleses, é indiscutível a superioridade da qualidade de vida em seu país, o que não ocorre evidentemente no Brasil. Na Inglaterra o PIB per capita está mais próximo da realidade, enquanto o nosso, três vezes menor, ainda esconde o profundo quadro de injustiça social que caracteriza nossa sociedade.
Se cada brasileiro vivesse com US$ 13 mil dólares por ano, ou R$ 23,4 mil pelo câmbio de hoje, a situação por aqui estaria às mil maravilhas. Isso representaria uma renda mensal de R$ 1,8 mil com direito a décimo terceiro salário. Três vezes o novo salário mínimo, vigente desde o último dia 1º de janeiro. Estaríamos no melhor do mundo.
Mas a nossa realidade é outra. Como no exemplo do pãozinho, o nosso PIB per capita está reservado a um número de cabeças coroadas que somam bem menos do que a nossa população. É a velha concentração de renda, cauã maior da nossa pobreza: poucos têm muitos, e muitos quase nada têm. Nosso desafio é inverter esse quadro.
Desde que alcançamos, há pouco mais de um mês, o título de sexta maior economia do mundo, nosso ufanismo logo nos remeteu a uma ultrapassagem sobre a França daqui a pouco e não faltaram previsões para em uma ou duas décadas o PIB per capita do Brasil ser igualzinho ao do Reino Unido, de US$ 39 mil. Mas se nada for feito para mudar a realidade atual, de pouco adiantará um PIB per capita até mesmo maior.
Na última década, as políticas de transferência de renda mudaram significativamente o quadro social brasileiro se comparado à pobreza secular que o país vivia. O programa Bolsa Família e a política de ganhos reais para o salário mínimo além de ajudarem na formação de um grande mercado interno tiveram um grande impacto na mobilidade social que o Brasil vem experimentando, com grandes contingentes populacionais ascendendo de classe social.
Mas isso foi, digamos, a emergência que os governos do Partido dos Trabalhadores tiveram de enfrentar desde que chegamos ao poder, em 2003. Foi preciso, muitas vezes, oferecer primeiro o peixe para depois ensinar a pescar. Só se trabalha de barriga cheia.
Arrumada a casa, a próxima etapa deve ter por meta o crescimento econômico, mas com justiça social. Repartindo o bolo enquanto for crescendo. E isso só se faz com investimentos maciços em ciência e tecnologia. Só com o desenvolvimento científico e tecnológico o país será capaz de eliminar as profundas injustiças que marcam a sociedade brasileira.
A caminho do Ministério da Educação, o ministro Aloizio Mercadante sabe muito bem a dificuldade de fazer ciência e tecnologia num país carente de educação básica. Depois de conduzir com tanta competência o MCT, ele sabe melhor que ninguém o que falta para o Brasil deslanchar nessa área. Como no caso do pescador, não adianta o país pretender ser forte e competitivo em C&T se não tiver quadros com educação básica.
O Brasil é hoje um dos maiores mercados do mundo para a indústria automobilística. Mas, a despeito das montadoras estarem presentes há mais de meio século produzindo carros no Brasil, o país não tem ainda uma marca própria. China, Rússia e Índia têm lá suas marcas, o que faz do Brasil o único país dos BRICs a não ter uma indústria automobilística própria, embora tenha mercado maior que os outros.
Esse diferencial só se vence com investimentos em C&T, que por sua vez demandam investimentos no ensino fundamental. A corda e a caçamba. Um não se faz sem o outro, e juntos podem mudar a face de um país, qualificando e valorizando a sua força de trabalho. E trabalhador qualificado é o caminho mais curto para se fazer justiça social.





Vamos informar ao Senador WP que o Brasil tem sim uma marca própria de montadora de veículos; uma não, mais de uma, já teve GURGEL, e tem uma em Pernambuco que fabríca JEPES. Temos montadoras de barcos, navios e aviões. Mas isso não é o caso caro Senador, nosso caso é educação e a tal da corrupção que campeia em todos os níveis da adm pública.
A corda vai quebrar, porque a caçamba do Sergio Gabrieli está lotada e vai entulhar tudo.
O senador começa muito mal o artigo. Como assim? A estatística não é uma ciência exata? Claro que é, assim como a Matemática. O problema é o uso diferenciado que se faz de estatísticas, as interpretações diversas e às vezes opostas feitas a partir dos números.
O texto faz uma análise interessante e muito pertinente. Gostei
É realmente uma triste verdade, o Brasil não tem uma marca registrada de motor automotivo. Gurgel? Cadê? Miura, usava motor Volkswagem. O único motor brasileiro era o FNM, para cominhões e que a fiat sumiu com ele.
A torturadora dos aposentados e seu alicerce “Da Silva” contribuem muito para essa distância de classes, a demagogia da mídia que faz um trabalho em cima do muro sempre procurando estar de braços com o poder, se equivale aos tres poderes de uma democracia muito próxima aos ditadores sutis, que com um populismo enganador consegue que instituiçoes como DATAFULHA promovam uma aceitação de 58% a maior em todos os tempos, que lindo até parece a Igreja na idade média.
aonde na verdade isto tudo é uma verdadeira–”"”CAIXA DE PANDORA”"– que ninguém quer ABRIR e DESCOBRIR para aonde está indo CADA CENTAVINHO que sai do BOLSO de cada um dos quase 200 milhões de brasileiririrrinhos e ninguém sabe ainda ao certo o seu DESTI NO FINAL.etc.que até agora em pleno SÉCULO—XXI—ano—2012—ninguém sabe os seus DESTINOS FINAIS.etc.que ainda não são os quase 200 milhões de brasileiriririnhos.etc.em termos de SAÚDE, EDUCAÇÃO, SEGURANÇA PÚBLICA, .etc., QUALIDADE DE VIDA, PADRÃO DE VIDA, PODER AQUISITIVO.etc.como por exemplo acontece com cada um cidadãoziziziznho lá dos países do PRIMEIRO MUNDO.etc.
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tanto cada um dos quase 200 milhões de brasileiririnhos e como cada um dos cidadãoziziziznhso lá dos países do PRIMEIRO MUNDO.etc. são tudo e todos IGUAIS,
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a DIFERENÇA está nas suas próprias ELITES, LIDERANÇAS, PARLAMENTARES, JUDICIÁRIOS, LÍDERES RELIGIOSOS, SINDICATOS, EMPRESÁRIOS,isto é, os seus-RICOS, os seus BILIONÁRIOS.etc.os quais REALMENTE
a DIFERENÇA está nas suas próprias ELITES, LIDERANÇAS, PARLAMENTARES, JUDICIÁRIOS, LÍDERES RELIGIOSOS, SINDICATOS, EMPRESÁRIOS,isto é, os seus-RICOS, os seus BILIONÁRIOS.etc.os quais REALMENTE se preocupam com cada um dos seus CIDADÃOZIZI ZINHOS e ou então só se preocupam só CONSIGO MÊSMOS e que se f….os seus cidadãozozinhos, como por exemplo sempre aconteceu nos pa íses do TERCEIRO, QUARTO, QUINTO MUNDO.etc.como é o caso do BRASIL, PAÍSES AFRICANOS, PAÍSES LATINOAMERICANOS.etc.e como o é por exemplo a CORÉIA DO NORTE ao contrário dos da CORÉIA DO SUL.etc., que se preocupam com cada um dos seus CIDADÃOZI ZIZNHOS.etc., isto é, se preocupam em que cada uma das suas crianças, adolescentes, professoras vivem tudo e todos felizes em ESCOLAS NORMAIS E PROFISSIONALIZANTES EM TEMPO INTEGRAL, como das 07 ás 18 hs, e das 14 ás 18 hs. Vivem praticando esportes, natação, xadrez, futebol, vôlei.etc.e de manhã o estudo normal, e assim as suas professoras revezam entre os da m
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O que diz a CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL.
Tudo que for de encontro ao livrinho é ilegal assim sendo quem foi indicado deverá seguir a CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL