Temer troca articulação política e substitui Imbassahy por Marun, membro de sua “tropa de choque”

Agência Brasil

Fiel escudeiro de Temer assumira Secretaria de Governo no Planalto

 

O presidente Michel Temer (PMDB) decidiu nomear um novo articulador político para o Palácio do Planalto. O escolhido foi o deputado Carlos Marun (PMDB-MS), conhecido por ser um dos mais fieis escudeiros do presidente e integrante de sua “tropa de choque” na Câmara. O amigo peemedebista entrará no lugar do tucano Antonio Imbassahy (BA).

A decisão, tomada nesta quarta-feira (22), atrasou a posse do novo ministro das Cidades, deputado Alexandre Baldy (Sem partido-GO), para que Marun também pudesse tomar posse ainda hoje. A cerimônia de Baldy estava programada para as 15h30. No entanto, para dar posse simultaneamente a Baldy e Marun, o cerimonial do palácio transferiu a cerimônia para as 17h.

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Desta forma, atendendo a pressões do Centrão pela retirada de tucanos do primeiro escalão, a reforma ministerial de Temer, aos poucos, começa a ser concretizada. No Ministério das Cidades, uma das modificações consideradas mais importantes, saiu o tucano Bruno Araújo (PE). Uma dos pedidos de Temer aos indicados é que seus novos ministros não tenham pretensões de disputar eleições no próximo ano. Neste caso, Marun se comprometeu a não concorrer à Câmara.

Imbassahy, com a movimentação, segue indefinido. As articulações fazem parte da negociação de Temer com partidos aliados ao seu governo na tentativa de aprovar a reforma da Previdência. Na noite de hoje (quarta-feira, 22), o presidente fará um jantar com cerca de 300 parlamentares para tentar convencê-los da necessidade de aprovar a reforma. Na casa, são necessários 308 votos a favor.

Com mais essa baixa, o PSDB, por enquanto, ocupa apenas duas pastas: Direitos Humanos, que está com a atual ministra Luislinda Valois, e Relações Exteriores, com Aloysio Nunes.

A pressão pela saída dos tucanos começou após a legenda, que faz parte da base aliada do governo, ameaçar desembarque do governo Temer e rachar nas votações das denúncias apresentadas pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o peemedebista na Casa.

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