Secretário admite problemas com a implantação da integração e defende “novo bilhete único”

Rinaldo Morelli/CLDF
Rinaldo Morelli/CLDF

Câmara convocou sessão extraordinária para semana que vem e deve derrubar o decreto do governador e diminuir o preço das passagens

 

O secretário de Mobilidade do Distrito Federal foi à Câmara Legislativa para participar do Grupo de Trabalho (GT) criado pelos deputados para discutir o reajuste de até 25% no preço das passagens de ônibus e metrô. Ele defendeu o aumento no preço e afirmou que o governo atual vem atuando firme no combate às fraudes no sistema, como a comercialização de cartões de passe livre para estudantes, mas admitiu “problemas” com a implantação da integração entre as linhas. Anunciou ainda que o “novo bilhete único “trará benefícios à população.

Com muita polêmica, a primeira reunião do grupo de trabalho dos parlamentares nesta quinta-feira (5) do Grupo de Trabalho ouviu representantes do governo, da sociedade civil e empresários. “Precisamos de uma solução definitiva para acabar com o pagamento de subsídios de 600 milhões por ano, pois do jeito que está até mesmo com o reajuste atual não teremos recursos para bancar o sistema”, alertou o presidente da Casa, Joe Valle (PDT).

Um dos dois coordenadores do Grupo de Trabalho, deputado Wasny de Roure (PT), criticou duramente o governo atual por não ter feito “um estudo profundo”, logo após assumir em 2015, a fim de reduzir os custos do sistema com o pagamento dos subsídios. “De 130 milhões em 2013 o custo passou para R$ 640 milhões em 2016. Há algo a ser explicado à sociedade, pois o governo não fez o dever de casa”, advertiu o distrital petista.

O deputado Cláudio Abrantes (Rede), também coordenador do GT, condenou “a forma açodada” como o governo decidiu pelo aumento das tarifas, sem discutir o problema com os representantes da sociedade e também com os deputados distritais. Lembrou ainda que a CPI dos Transportes apontou sugestões para melhorar a eficiência do sistema e apontou falhas nos processos de auditoria.

Desemprego

O presidente da Associação Comercial do DF, Cléber Pires, disse que os empresários do DF receberam “uma fatura nova para pagar logo no começo do ano”, embora ainda enfrentem muitos problemas como o número crescente de empresas que fecham em virtude da crise. Afirmou que com as tarifas cobradas agora os empresários terão que recorrer a demissões para reduzir seus custos.

Entre os estudantes o clima era de revolta. Vários deles, como Guilherme Camargo, anunciaram que vão intensificar a mobilização nos próximos dias para a reversão do reajuste e enfatizaram que também vão lutar contra qualquer redução das gratuidades para estudantes de escolas privadas e também de cursinhos.

O deputado Professor Israel Batista (PV) fez um discurso emocionado em defesa dos projetos que apresentou para garantir passe livre aos estudantes. “Não vou aceitar qualquer retirada de direitos. O custo do passe livre para os estudantes só representa 0,6 % do orçamento do DF”, protestou, enfatizando que muitas famílias já gastam muito mantendo seus filhos em escolas particulares e cursinhos.

Com informações da Agência CLDF

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