Domingo, 26 de Março de 2017

Rede negocia filiação do senador Lasier Martins

Parlamentar foi ameaçado de expulsão do PDT porque votou pelo impeachment da ex-presidente Dilma e a favor da emenda do limite de gastos apresentada na gestão Michel Temer contra a orientação formal da direção do partido

Marcelo Camargo/Agência Senado
Marcelo Camargo/Agência Senado

Lasier Martins votou a favor do impeachment e da emenda do limite de gastos proposta por Michel Temer, ao contrário do que indicou a direção de seu ex-partido, PDT

 

desligado do PDT, o senador Lasier Martins (RS) acertou sua filiação à Rede Sustentabilidade. A troca de partido foi definida pelo parlamentar após ser ameaçado da punição da legenda pela qual foi eleito em 2014 após votar pelo impeachment da presidente cassada Dilma Rousseff e a favor da emenda do limite de gastos proposta pelo governo Michel Temer.

A direção do PDT tinha determinado que os parlamentares da legenda deveriam votar contra as duas medidas. O presidente do partido, Carlos Lupi, anunciou que a legenda vai requerer à Justiça Eleitoral o mandato do parlamentar.

Lasier ainda não definiu quando vai formalizar a filiação à Rede. Mas deve anunciar a adesão ao partido fundado pela ex-senadora e presidenciável Marina Silva assim que acabar o recesso parlamentar, em fevereiro.

Junto com Lasier, o senador Telmário Mota (RR) também responderá um processo interno na comissão de ética da legenda pelo mesmo motivo. Telmário só pretende decidir seu futuro partidário após se defender das acusações na comissão de ética da legenda.

A punição mais rigorosa do conselho de ética do partido sobre a situação de Lasier e Telmário é a expulsão da legenda. O argumento jurídico do PDT para pedir os mandatos dos dois parlamentares é que eles desobedeceram a uma decisão da direção da sigla e descumpriram o estatuto que exige fidelidade partidária.

O PDT terá que convencer a justiça eleitoral que os mandatos dos seus parlamentares pertencem ao partido e a expulsão é a punição prevista e correta. Mas fontes do Judiciário garantem que o entendimento do Tribunal Superior Eleitoral é que, em caso de mandato majoritário, como o dos senadores, não cabe este tipo de punição.

No segundo semestre do ano passado o senador Reguffe (Sem Partido-DF) chegou a negociar com a direção da Rede sua filiação ao partido. Mas ainda não decidiu se filiar. O parlamentar deixou o PDT em fevereiro de 2016 e até agora não se decidiu em que legenda ingressar.

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