Quarta, 16 de Maio de 2012

Plebiscito na reforma política divide deputados

Proposta apresentada por Miro Teixeira prevê a consulta popular em 2012 para definir financiamento e sistema. Relator quer discussão no Congresso

“É preciso que haja debate para que o povo entenda perfeitamente esta questão”, afirma Miro Teixeira

Depois da discussão sobre o financiamento de campanha e do sistema eleitoral, a proposta de reforma política em trâmite na Câmara deve enfrentar uma nova polêmica a partir do próximo mês. A possibilidade de haver um plebiscito para definir as regras do jogo colocam em lados opostos relator e membros da comissão especial criada para discutir o tema.

Tudo sobre reforma política

O debate sobre uma consulta popular veio à tona no fim do ano passado, quando o deputado Miro Teixeira apresentou o projeto de decreto legislativo 497/11. A proposta contou com apoio de outros parlamentares, como Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), Duarte Nogueira (PSDB-SP), Pauderney Avelino (DEM-AM), Lincoln Portela (PR-MG), Jovair Arantes (PTB-GO), Vitor Paulo (PRB-RJ) e Reguffe (PDT-DF).

No texto do PDC 497/11, está prevista a realização de um plebiscito nas eleições deste ano para decidir se o financiamento de campanhas será público ou privado e qual sistema o eleitor terá para eleger seus representantes no poder Legislativo. São cinco opções: proporcional (o atual), misto, distrital misto, distrital e distritão.

“O plebiscito é o meio legítimo para aferir o sistema pelo qual o povo quer escolher seus representantes. Por consequência, os objetivos do projeto de decreto legislativo se autoexplicam”, afirmou o pedetista na justificativa da proposta. Miro diz já ter apoio de outros partidos para aprovar o projeto na Câmara, que será analisado pelas comissões de Finanças e Tributação e de Constituição e Justiça (CCJ), antes de ir ao plenário.

A discussão sobre o novo sistema eleitoral e o financiamento público teria uma campanha própria. De acordo com o texto, com direito a horário de propaganda de 30 minutos por dia para os partidos ou frentes partidárias expressarem “os devidos esclarecimentos sobre a opção de sua preferência”.

Para Fontana, parlamentares devem fazer a lei, testá-la e só depois submeter novo sistema a referendo popular

A possibilidade de a população escolher a forma de financiar as campanhas e como será o sistema eleitoral já estão previstas no relatório apresentado pelo deputado Henrique Fontana (PT-RS). No texto, os eleitores seriam consultados em 2018, depois de o Congresso aprovar as novas regras e de elas já terem sido testadas em pelo menos duas eleições.

Ele entende que, primeiro, deputados e senadores devem discutir uma proposta, votar e transformá-la em lei. Entrando em prática e sendo testada pelos eleitores, ela seria submetida a um plebiscito posteriormente. No entanto, Fontana admite a possibilidade de a consulta ocorrer em 2013, um ano depois do previsto no projeto apresentado por Miro Teixeira.

Relator mudou texto para facilitar votação

“Vamos fazer uma consulta à população, a reforma política é muito estrutural”, disse. Porém, para Fontana, é preciso discutir antes o foco da consulta aos eleitores. Se fosse para escolher, adianta, o petista colocaria nas mãos dos eleitores a possibilidade de mudança do financiamento privado para o público das campanhas eleitorais.

Apesar de o projeto do pedetista agendar o plebiscito para ocorrer junto com as eleições municipais deste ano, Miro já afirmou que poderia ficar para 2014. “É preciso que haja debate para que o povo entenda perfeitamente esta questão. Nos Estados Unidos e na Europa é muito comum a realização de plebiscitos. No Brasil não pode ser diferente. Trata-se de uma forma de se fazer a democracia”, disse ele, em entrevista ao Jornal do Brasil.

Fontana ainda não analisou o projeto apresentado por Miro Teixeira. Mas deixa claro que está aberto a negociações. “Um relator não pode, em nenhuma hipótese, estar fechado para sugestões”, disse. Ele admitiu estar curioso com relação às perguntas que seriam colocadas no plebiscito. E adiantou que, se for uma forma de acelerar a aprovação da reforma política, pode apoiar a sugestão do pedetista.

Relator mudou texto para facilitar votação

Tudo sobre reforma política

Sem comentários

  1. CLAUDENILSON VIEIRA disse:

    Muito boa a proposta do dep. Miro teixeira. O povo é que tem que decidir o que é melhor para o Brasil. Primeiro deveria ser feita uma campanha de esclarecimento aos eleitores sobre o significado de cada tema que será colocada nas urnas para decisão dos eleitores.

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  2. toninho disse:

    vamos torcer para que haja reforma,espero que o deputado Miro Teixeira consiga,vai pegar pedreira.

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  3. ivani brandao de souza disse:

    gostaria de saber se essa reforma vai acabar com imunidade parlamenta , e depois o fim do voto obrigatório ,caso voto facultativo , e depois a roubalheira de politicos vai para cadeia ai sim acredito em reforma politica

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  4. ivani brandao de souza disse:

    gostaria de saber se essa reforma vai acabar com imunidade parlamentar , e depois o fim do voto obrigatório ,caso voto facultativo , e depois a roubalheira de politicos vai para cadeia ai sim acredito em reforma politica

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  5. Moisa disse:

    Muito boa essa ideia. Afinal quem vai escolher somos nós, então pq ñ decidirmos as regras do jogo. Seria uyma apropriação por parte da populção de um tema em q participa indo às urnas. Ñ das normas o regem.

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  6. RGS(pesquisador) disse:

    Que tipo de dmocacia é esta em que as possíveis soluções já vem pronta do Congresso Nacional para o povo “escolher”?.A iniciativa,não deveria ser tal e qual a lei da “Ficha Limpa”, partindo do povo para apreciação do Congresso Nacional?

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  7. Marcos disse:

    Se vivemos numa democracia, o poder emana do povo. Sempre!! Nossos representantes políticos devem sempre querer saber qual a vontade do povo, e não qual a vontade própria ou dos partidos.

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    • José Daniel dos Santos disse:

      Só votamos naqueles politicos com nos identificamos, infelizmente esse povo vota em palhaços e querem uma politica seria, o que vemos é um circo que o palhaço somos nos.

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  8. Não tem de ter financiamento público nada. Façam como os EUA, arrecadar dinheiro de pessoas físicas e só, pelo convencimento, pelo programa, sem “rabo preso”, com muito trabalho e seriedade . Querem moleza ? Partido político não é entidade da máquina pública, não tem de receber dinheiro do povo. Plebiscito pra decidir pauta engessada é fanfarronice, além de ser muito CARO.

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  9. Heriberto Fernandes de Araújo disse:

    Deveria realmente partir da sociedade organizada, a proposta tanto da reforma, com o custo de campanha, ai o congresso faria as alterações, as emendas parlamentares, mais a iniciativa sempre deveria partir da sociedade, e não ser aceita ou imposta por conta de interresse de políticos que querem e tem a política como um meio de vida.
    Uma sujestão, cargo legislativo só no maximo (02) mandato, fim das regalias parlamentares, a exemplo da Suécia, parlamentar é como qualquer cidadão comun, com todas as obrigações previstas, como plano de saúde, viagens, segurança, telefone, escritorios, moradia, tudo por conta do parlamentar, o custo de um membros parlamentar, é a maior aberração já mais vista no paiz brasilis república (bananas). Vamos mobilizar a sociedade para ir as ruas exigir mudanças radicais, com relação a esta pouca vergonha, que é o congresso nacional brasileiro.
    Sobre custo de campanha, o voto é livre e sem custo algum, pois assim é o meu voto, gratuito que é uma beleza.

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  10. Polítco tem de gastar a sola do sapato pra arrecadar fundo junto às pessoas físicas….e só, com o saco de arrecadação de um lado e o programa de seu partido do outro. O resto é moleza, só querem moleza! O dinheiro gasto num plebiscito, milhões, seria melhor empregado na recuperação das regiões inundas, afaltando as estradas ou melhorando os hospitais. Chega temática politiqueira, lenga lenga de folgado.

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  11. Polítco tem de gastar a sola do sapato pra arrecadar fundo junto às pessoas físicas….e só, com o saco de arrecadação de um lado e o programa de seu partido do outro. O resto é moleza, só querem moleza! O dinheiro gasto num plebiscito, milhões, seria melhor empregado na recuperação das regiões inundadas, asfaltando as estradas ou melhorando os hospitais. Chega de temática politiqueira, lenga lenga de folgado.

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  12. Com a falta de verbas para as necessidades da população, dinheiro público para financiar essas campanhas bizarras que esse mundo de partidos colocam no ar, mostra o quanto esse país não é sério!

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  13. jose roberto amorim disse:

    Vamos moralizar o brasil com R$100,00 por ano.
    O partido politico teria de andar com as proprias pernas.
    Para ser filiado a partido o cidadão doaria R$ 100,00 pro ano e
    R$100,00 por CPF e cada CPF so poderia doar uma VEZ a cada ano.
    e o partido que conseguisse ser manter poderia apresentar candidatos a qual a qualquer nivel.
    Então caberia ao partido politico convencer aa pessoas a se associar e financiar a proposta politica.
    A proposta de cem reais é boa porque qualquer catador de papel poderia ser um ” convecional do partido.”

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  14. André Salvadori disse:

    Mais um gasto para o governo. Se o povo elege aqueles inúteis para fazer as leis, na hora de fazê-las o povo tem que ir lá e resolver tudo que saiam os inúteis. Economizaríamos muito dinheiro.
    Como se não bastasse ainda querem tirar dinheiro de investimentos para financiar campanhas para ver quem é o maior mentiroso e o maior enganador do povo e deles próprios. MUITO ME ADMIRA QUE TEM GENTE QUE ACREDITA QUE COM MEDIDAS PALHATIVAS COMO ESTA VÃO CONSEGUIR CONTER OU ACABAR COM A CORRUPÇÃO/DESVIO DE VERBAS DAS CAMPANHAS.
    NO BRASIL, ENQUANTO NÃO FIZEREM LEIS DURAS QUE REALMENTE PUNAM POLÍTICOS E PARTIDOS, SIM OS PARTIDOS DEVERIAM SER RESPONSABILIZADOS PELOS ERROS DOS CANDIDATOS DE SUA LEGENDA, EU NÃO ACREDITO EM NADA.
    SÓ NO PAPAI NOEL E NO COELHINHO DA PÁSCOA.

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  15. José Daniel dos Santos disse:

    Vamos fazer o que esse congresso não faz??? vamosTRABALHAR queremos nesse plebiscito decidir a reforma politica, a diminuição maioridade penal, o fim da imunidade parlamentar, fim do voto secreto e diminuir pela metade o numero de cadeiras no congresso, senado e camaras municipais, se elejemos esses inuteis para poder representar o povo, e eles só trabalham pelos proprios interesse, o nosso interesse é limpar essa corrupção que envergonha o Brasil, FICHA LIMPA JÁ.

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    • Messias Sulino disse:

      José Daniel é verdade precisamos deixar de falar, e partir para ação, não conheço você nem as pessoas que faz comentários políticos sobre comportamentos de deputados e senadores, mas se não queremos ser enganados temos que tomar algumas providencias como por exemplo discutir um projeto de reforma política que seja viável para o Brasil, e isso podemos começar pela Internet, depois podemos marcar para 2013, uma reunião em Brasília onde todos os brasileiros que têm interesse pelo país possa ir as suas próprias custas levando a sua ideia e seu apóio a reforma política, a questão deve ser discutida e aprovada pela maioria, creio que é possível usando as redes sociais ir muito longe. Quem se interessar por este assunto entrar em contato pelo E-mail
      messias.sulino@gmail.com ou por celular, 095 9129 2940/ 8402 8994/ 9901 5979.

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  16. Messias Sulino disse:

    Realmente falta transparência por parte de deputados e senadores na condução do processo da reforma política, a ideia de se aprovar antes para que a população seja consultada depois é simplesmente uma falta de respeito para com o povo

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  17. Messias Sulino disse:

    No Congresso Nacional está sendo discutida a reforma política, e já faz muitos anos que este tema está em pauta no Brasil, enquanto o povo só denunciam e discute corrupção os congressistas discutem temas que do ponto de vista político não interessa a nação; como por exemplo, financiamento público de campanha, lista fechada e outros produtos da reforma que não tem nada haver, o fechamento de brechas na lei que diminua a corrupção no país e ponha termos na ganâncias dos corruptos. Por isso, acredito que já está mais do que na hora de pessoas inteligentes começar, à elaborar um projeto de reforma política para ser discutida e aprovada pela população deste país através da Internet, e depois ser apresentado para discussão do Congresso Nacional.

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