Sábado, 21 de Janeiro de 2017

O sobe e desce do legado econômico de Dilma

Inflação e desemprego em alta, PIB e renda em baixa, Petrobras com prejuízo recorde. À beira do impeachment, Dilma corre o risco de ser a primeira presidente desde a redemocratização a deixar de herança situação econômica pior do que a recebida de antecessor

Lula Marques/Ag. PT

Dilma vai ao Senado nesta segunda-feira fazer pessoalmente sua defesa no julgamento do impeachment

A presidente afastada Dilma Rousseff ainda mantém esperança de retornar ao mandato com o julgamento final pelo Senado, que se encerra esta semana. Mas as chances de isso acontecer, admitem seus próprios aliados, são remotas. Caso o ciclo da petista tenha se encerrado em maio, com o seu afastamento, Dilma entrará para a história como a primeira presidente após a redemocratização a entregar ao seu sucessor um cenário econômico pior do que o recebido.

Ela herdou de Lula, seu antecessor e padrinho político, uma economia com crescimento de 7,5%, baixa taxa de desemprego, inflação controlada e investimentos em alta. Passados menos de seis anos, a situação é inversa: contas públicas deterioradas, inflação de dois dígitos, taxa de desemprego elevada e Produto Interno Bruto (PIB) em queda de 3,8%.

Além da crise internacional das commodities, que afetou vários países, o Brasil também foi atingido por opções de Dilma, como as renúncias fiscais, que somaram quase R$ 400 bilhões em meia década, o aumento dos gastos públicos e sua política de juros baixos. Fora isso, a petista sofreu com sua inapetência política, o esfarelamento de sua base parlamentar e o vendaval causado por operações policiais como a Lava Jato. Confira a seguir alguns dos principais indicadores econômicos da gestão Dilma, publicados pela Revista Congresso em Foco:

Abaixo, os detalhes de cada indicador:

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