Fachin prorroga prazo para PF concluir inquérito de Temer e pede que PGR se manifeste sobre pedido de arquivamento

STF

O ministro concedeu mais cinco dias para que a PF conclua diligências

 

O ministro Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu mais cinco dias à Polícia Federal para que conclua diligências no inquérito que investiga o presidente Michel Temer (PMDB) por corrupção passiva, obstrução à Justiça e organização criminosa. O prazo terminava nesta terça-feira (13). Com a decisão, a PF terá até segunda-feira (19), já que o prazo é contado apenas em dias úteis.

A PF havia pedido mais 10 dias porque a perícia no áudio gravado por Joesley Batista, um dos dono da JBS, em um encontro com o presidente, não foi concluída. O pedido de perícia no gravador foi realizado pela defesa de Temer, que contestou a gravação. No áudio, o presidente avaliza ilícitos praticados pelo empresário, como o pagamento de mesada ao ex-deputado Eduardo cunha (PMDB-RJ) em troca de seu silêncio.

No dia 22 de maio, a defesa de Temer protocolou petição no STF desistindo do pedido de suspensão da investigação contra o presidente. Inicialmente, a defesa de Temer pedia ao Supremo a suspensão do inquérito até que fosse realizado perícia na gravação do áudio entregue por Joesley à PGR.

A defesa alegou que tem segurança de que o áudio é “imprestável”. Diante da conclusão da perícia própria, os advogados afirmaram que querem que o inquérito prossiga para provar a inocência do presidente.

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Na mesma decisão desta segunda-feira (12), o ministro também pediu que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, se manifeste sobre pedido de arquivamento feito pelos advogados de Temer. O prazo concedido à Procuradoria-Geral da República (PGR) também é de cinco dias.

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