Quinta, 27 de Abril de 2017

Ministério da Agropecuária vai criar grupo para auxiliar PF nas investigações da Carne Fraca

Blairo Maggi informou que existe, sim, a preocupação com a queda das exportações. Temer diz que investigações envolvem “pouquíssimas empresas”

Marcos Corrêa/PR

Governo convidou embaixadores para tratar da qualidade dos produtos brasileiros e como será feita fiscalização nos mais de 150 países importadores

 

Na noite deste domingo (19), o presidente Michel Temer divulgou nota sobre as reuniões marcadas para esta tarde com o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi, em que afirma ter convocado o encontro “para tratar dos fatos relativos à segurança dos consumidores nacionais e internacionais no que concerne à qualidade das carnes produzidas no país”. Já em coletiva de imprensa no Palácio do Planalto, Temer avaliou que “pouquíssimas empresas” se tornaram alvo das investigações deflagradas na última sexta-feira (17) pela Polícia Federal.

“O Ministério da Agricultura e a PF atuarão juntos. Os técnicos do ministério vão explicar o que está protegido nos nossos regulamentos. Não há, até esse momento, laudos dos produtos que foram ditos que foram alterados. Eu quero crer que a investigação, de hoje para frente, vai tomar outro rumo. Teremos a investigação policial aliada aos conhecimentos técnicos do ministério”, disse Blairo Maggi.

O presidente ressaltou ainda que das 4.837 unidades sujeitas à inspeção federal, apenas 21 estão envolvidas nas investigação da Operação Carne Fraca. Dessas, seis exportaram produtos nos últimos 60 dias. Além disso, o ministério da Agricultura vai criar uma força-tarefa junto à PF investigar os frigoríficos envolvidos. “O objetivo da apuração não é o sistema agropecuário brasileira, cujo rigor é reconhecido, mas o desvio de poucos funcionários de poucas, pouquíssimas empresas”, alegou Michel Temer.

Enquanto isso, Blairo Maggi informou que existe, sim, a preocupação com a queda das exportações. O ministro explicou que o Brasil detêm 7% do mercado mundial de alimentos e que uma possível atuação de países impedindo a entrada desses produtos geraria “uma grande crise”. “Estamos trabalhando muito fortemente, o governo como um todo, para resolver esse assunto”.

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