Dilma adota tom conciliador para refazer pontes

Eduardo MilitãoEleição ganha, hora de construir as pontes que foram dinamitadas em uma das disputas mais violentas das eleições presidenciais. Em seu primeiro discurso como presidenta eleita (ENTRE AQUI PARA VER A ÍNTEGRA), Dilma Vana Rousseff usou um tom conciliador …

Em seu primeiro discurso depois de eleita, Dilma adota tom conciliador para refazer pontes com a oposição e a imprensa

Em seu primeiro discurso depois de eleita, Dilma adota tom conciliador para refazer pontes com a oposição e a imprensa

Eduardo Militão
Eleição ganha, hora de construir as pontes que foram dinamitadas em uma das disputas mais violentas das eleições presidenciais. Em seu primeiro discurso como presidenta eleita (ENTRE AQUI PARA VER A ÍNTEGRA), Dilma Vana Rousseff usou um tom conciliador para refazer relações com a oposição e a imprensa, e acalmar os mercados financeiros, as igrejas e os ambientalistas. O discurso surgiu como contraponto a uma campanha de disputas pesadas entre petistas e aliados de José Serra (PSDB), principalmente no segundo turno.


Atrás de três petistas moderados – o presidente da legenda, José Eduardo Dutra, e os coordenadores de campanha, Antônio Palocci e José Eduardo Cardozo – Dilma prometeu valorizar a democracia em todas as suas formas em um discurso de 25 minutos na noite deste domingo (31), em Brasília.


A candidata do PT disse que vai zelar pela “mais ampla” liberdade de imprensa e de culto religioso. “Não nego a vocês que algumas coisas difundidas me deixaram tristes”, afirmou Dilma aos jornalistas. Mas ela reafirmou preferir o “barulho da imprensa livre” ao “silêncio das ditaduras”.


Sem ter recebido até aquele momento nenhum cumprimento público de Serra, Dilma abriu um caminho de paz com os adversários. A petista disse que “estende a mão” à oposição. “De minha parte, não haverá discriminação, privilégios ou compadrios”, prometeu.


Dilma ainda afirmou que cuidará da economia do país com responsabilidade. Afirmou que respeitará os contratos firmados e disse que o povo não aceita mais soluções que passem pelo aumento da inflação e nem que os governos gastem mais do que devem. A petista afirmou que vai melhorar a qualidade do gasto público, além de simplificar e reduzir impostos.


À porta de Lula


A candidata apoiada por Lula, o presidente mais popular da história do Brasil, agradeceu ao padrinho político. Dilma quase chorou quando elogiou a “grandeza e generosidade” do atual presidente. E contou que buscará conselhos quando estiver ocupando o lugar de Lula. “Baterei sempre à sua porta.”


O objetivo de Dilma, segundo ela mesma, será honrar o legado da era Lula, continuar e ampliar a obra do atual presidente.


Em 2002, quando venceu Serra e conquistou a Presidência da República, Lula afirmou que a grande missão de sua vida seria feita se garantisse a todos os brasileiros que realizassem três refeições por dia. Neste domingo, Dilma disse que recebe a missão mais importante de sua vida: garantir a igualdade de oportunidades para todos.


Dilma afirmou que vai erradicar a pobreza. “Não podemos descansar enquanto tivermos brasileiros com fome”, iniciou. A candidata vitoriosa citou as crianças e mendigos nas ruas e os viciados em crack das cidades. Dilma pediu apoio de todos, governo, empresas, igrejas, imprensa, para mudar essa situação.

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