PDT deve substituir deputados em comissão da reforma tributária e na CCJ

Lauriberto Pompeu

O líder do PDT na Câmara dos Deputados, André Figueiredo (CE), disse nesta quarta-feira (17) ao Congresso em Foco que os deputados da sigla que votaram a favor da reforma da Previdência devem perder seus cargos na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) e na comissão especial da reforma tributária.

“Existem comissões como a CCJ, mais importantes, onde evidentemente será necessária a substituição. Até porque nós cobraremos posicionamento de coerência com a posição partidária mais efetivo. A CCJ, como a comissão da Reforma Tributária, que é uma comissão especial, certamente nós  teremos que substituir quem discrepou da orientação partidária”, afirmou o líder.

A deputada Tabata Amaral (SP) não faz parte de nenhuma dessas duas comissões. Após votar pela Previdência, ela perdeu a função de vice-líder do partido.

A Executiva Nacional do PDT decidiu nesta quarta-feira instaurar processo disciplinar contra os deputados e suspender as atividades partidárias por até 60 dias.

“Não podem falar em nome do PDT para externar suas posições pessoais”, disse Figueiredo. Os congressistas ficam impedidos de serem líderes ou vice-líderes na Câmara e de participar de diretórios municipais, estaduais e federal da sigla.

Além de Tabata, votaram pela aprovação da reforma da Previdência os deputados Alex Santana (BA), Flávio Nogueira (PI), Gil Cutrim (MA), Jesus Sérgio (AC), Marlon Santos (RS), Silvia Cristina (RO) e Subtenente Gonzaga (MG).

Gil Cutrim e  Subtenente Gonzaga são membros da CCJ e Marlon Santos da  comissão da reforma tributária. Eles devem substituídos por outros colegas de partido. Nas outras comissões será analisado caso a caso.

 

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