Vídeo: Bolsonaro é cercado e contestado por meninas na Câmara

Sessão de interrogatório transcorreu de maneira bem-humorada, com as meninas se revezando nas cobranças ao deputado. No vídeo, ele não dá o braço a torcer: "Nessa, vocês perderam", diz, para "revolta" geral

Acostumado a polêmicas – e a explorá-las na mídia –, o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) voltou a figurar no noticiário nesta quarta-feira (13), quando um grupo de alunas do ensino médio o cercou e passou a questioná-lo sobre temas e episódios diversos – como quando disse que não estupraria a deputada Maria do Rosário (PT-RS) por questão de merecimento, em suas palavras. Embora de maneira incisiva e tumultuada, a sessão de interrogatório transcorreu de maneira bem-humorada, com as meninas se revezando nas cobranças ao deputado – com perguntas feitas ao mesmo tempo, o que gerou algum alarido em determinados pontos do vídeo.

Para variar, Bolsonaro volta a defender questões com significante rejeição social, como os temas relacionados às mulheres, e disse que são as próprias que se prejudicam. “Vocês são desunidas. O que é preciso para ser eleito? Voto. Votem em mulheres!”, declara o deputado, acusando-as de “falácia”, para revolta geral das meninas.

Em outro ponto do vídeo, o deputado responde a uma das alunas, que o repreende acerca do tratamento por ele dado a Maria do Rosário. A menina diz que o comportamento do parlamentar foi “desproporcional” e “não é adequado”. “Você me chama de estuprador três vezes, qual minha reação a você? É ‘por favor’...”, ironiza Bolsonaro, suavizando o tom da voz e unindo as mãos, como em oração. “Eu falei para ela que ela não merecia ser estuprada. E seu falasse que merece, e daí? É diferente? Eu seria endeusado?”

Segundos depois, uma menina parece não aguentar a argumentação do deputado e, em um suspiro, deixa a roda de alunas em volta dele. “Dá licença...”, ouve-se no vídeo, que tem cinco minutos e 19 segundos e é encerrado com o deputado dizendo que o consílio feminino “perdeu” o confronto de argumentos.

O vídeo foi veiculado na internet pelo portal Brasil Post e outros veículos e entidades, como o coletivo “Eu não sou uma gracinha”, em sua conta no Youtube. Assista:

 

 

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