A entrevista de Heloisa Helena no lançamento da Rede

"O poder não muda ninguém, apenas revela quem essas pessoas efetivamente são", diz a ex-presidente do Psol

A senhora acredita que esse partido, da forma como se apresenta, vai resistir às vicissitudes da velha política?
Eu aprendi, ao longo ao da árdua militância política, especialmente pelo estado onde eu vivo, que é Alagoas, que a tarefa é muito dura, dificílima. Mas o poder não muda ninguém, apenas revela quem essas pessoas efetivamente são. Então, é continuar trilhando os caminhos da ética, da justiça social e da sustentabilidade para dar ao Brasil a possibilidade de superar a fraude da falsa polarização PT-PSDB.

A senhora já deixou o PT para fundar o Psol. Acontece o mesmo agora?
Eu estou me sentindo absolutamente tranquila, porque é um movimento amplo, não significa filiação partidária. É a estruturação de uma corrente política na vida nacional que possa criar as condições objetivas de superar a fraude da falsa polarização PT-PSDB, e termos a candidatura de Marina em 2014.

Mas não poderia ser, no futuro próximo, sua volta repaginada ao Congresso?
Objetivamente, não tenho como pensar em nada. A única coisa em que posso pensar, nesse momento, é ter, para Marina, a mesma generosidade que o povo brasileiro teve conosco, sempre. Isso é o mais importante. Filiação, eleição, deixa que isso o dia-a-dia define. Nesse momento, minha obrigação – e o faço com alegria – é garantir para Marina a mesma generosidade democrática que o povo teve conosco. Tomara que se possa mesmo consolidar a estruturação do novo partido, e que ela possa ter a oportunidade de ser candidata em 2014. Então, é só por isso que estou aqui. Na tem filiação, discussão, nada. Apenas, generosamente, ajudá-la a ter as condições objetivas de se candidatar em 2014.

A senhora acredita que ela pode ser presidenta?
Claro que acredito, com certeza. Eu vivo de eternas e maravilhosas esperanças.

Marina presidenta seria bom para o Brasil?
Com certeza. Seria muito bom dialogar com mentes e corações da juventude, da meninada brasileira e de tantas outras pessoas que dedicaram tantos preciosos momentos de sua vida para construir uma sociedade justa, igualitária, fraterna. Então, tem socialistas, como eu, humanistas, enfim, pessoas que querem continuar criando movimentos e abrindo caminhos para a ética, para a justiça social e para a sustentabilidade.

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