Vaiado e hostilizado em aeroporto, ex-ministro da Saúde chuta manifestante

Chamado de bandido e golpista, deputado Marcelo Castro foi cercado por manifestantes contrários às reformas da Previdência e trabalhista, conforme mostra vídeo publicado na internet. Foi um chute “ao vento”, diz assessoria do parlamentar

Marcelo Camargo/Agência Brasil

Deputado é contra reformas de Temer e votou a favor de Dilma no impeachment

 

O deputado Marcelo Castro (PMDB-PI) foi vaiado e hostilizado por um grupo de manifestantes que o aguardava no Aeroporto Petrônio Portella, em Teresina. Chamado de bandido e golpista, ele reagiu com chute em uma manifestante, conforme mostra vídeo publicado na internet.

“Vai votar na reforma da Previdência, vai! Vai votar na reforma trabalhista, vai! Vai votar contra o povo?”, questionou um manifestante.

“Já votei”, respondeu o peemedebista.

Congresso em Foco entrou em contato com o gabinete de Marcelo Castro, que também é presidente do PMDB do Piauí, para comentar o episódio. Segundo a assessoria, o parlamentar não comentará o episódio, mas ressaltou que o deputado não chutou qualquer pessoa: foi um chute ao “vento”.

 

Veja o vídeo:

 

O ministro, que é um dos 20 peemedebistas contra a reforma da Previdência de Temer, alegou mais tarde ao Congresso em Foco ter reagido com um chute, “de forma instintiva”, à “pancada na cabeça” que diz ter sofrido, desferida por uma manifestante com uma haste de bandeira. Marcelo Castro lembrou ainda que, na condição de ex-ministro da Saúde de Dilma Rousseff, no ano passado se desligou da pasta para retornar por um dia à Câmara e, dessa maneira, poder votar contra o afastamento da petista.

Castro foi um dos poucos peemedebistas a votar contra o impeachment de Dilma. Além dele, outros parlamentares piauienses que embarcavam em direção a Brasília também foram hostilizados por representantes de centrais sindicais, de federações de trabalhadores e das Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, responsáveis pelo protesto. As manifestações foram dirigidas contra deputados que votaram a favor da reforma trabalhista, da ampliação da terceirização e àqueles que têm declarado apoio às mudanças previdenciárias.

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