Temer minimiza saída de médicos cubanos do Brasil e diz que Bolsonaro não herdará problema

 

O presidente Michel Temer (MDB) foi às redes sociais para minimizar os problemas decorrentes do encerramento da participação de Cuba no Programa Mais Médicos. Em vídeo veiculado em sua conta no Twitter (vídeo abaixo) nesta segunda-feira (26), o emedebista disse que seu sucessor, Jair Bolsonaro (PSL), não terá problemas no setor de atendimento básico de saúde – o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde estima que, com a saída de mais de 8 mil médicos cubanos do país até o fim do ano, 611 cidades correm o risco de ficar desassistidas.

"Tenho a informação de que mais de oito mil e duzentos médicos já foram selecionados, e estão fazendo as indicações para os municípios aonde pretendem prestar esse serviço. Vejam que nós não vamos deixar esse problema para o próximo governo. Estamos resolvendo, neste momento, um problema que angustia toda a população brasileira, especialmente a população dos municípios brasileiros", discursou Temer, ao lado do ministro da Saúde, Gilberto Occhi.

 

Segundo o Ministério da Saúde, 97,2% das vagas abertas no novo edital já estão preenchidas. A despeito do rápido preenchimento da oferta de trabalho, estatísticas referentes à primeira fase do Programa dão conta que um alto percentual de médicos brasileiros deixaram seus postos de atendimento menos de um ano depois da adesão.

Outros dados refletem a dificuldade na implementação do Programa apenas com médicos brasileiros. Em 2013, ainda no governo Dilma Rousseff (PF), informações prestadas por prefeituras ao Ministério da Saúde deram conta de que cerca de 90% dos brasileiros inscritos para atuar em áreas indígenas desistiram de permanecer nessas localidades. Nos primeiros dias de setembro daquele ano, 127 brasileiros pediram desligamento do Programa.

"Na próxima semana, nós deveremos ter uma grande quantidade de médicos já indo para essas cidades. Até a última sexta-feira [23], 40 médicos desta nossa seleção já se apresentaram e já estão trabalhando. A nossa ideia é que nos próximos dias mais médicos possam ir para essas cidades substituir os médicos cubanos", emendou o ministro Occhi, lembrando que os profissionais têm o registro no Conselho Regional de Medicina.

 

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