Presidência decreta sigilo e não divulga testes de Bolsonaro para covid-19

Após receber pedido via Lei de Acesso à Informação (LAI), a Presidência da República classificou como "sigilosos" os exames que Jair Bolsonaro fez para detectar se tinha sido infectado pela covid-19. O pedido foi feito pela reportagem do Uol no dia 23 de março.

No começo do mês passado, o presidente viajou para os Estados Unidos com sua comitiva. No grupo, ao menos 25 pessoas foram infectadas pelo coronavírus. Bolsonaro, por sua vez, nega que tenha sido infectado porém, se recusa a mostrar o resultado dos exames que teriam dado negativo.

> Cadastre-se e acesse de graça, por 30 dias, o melhor conteúdo político premium do país

Em seu pedido, o Uol justificou que a informação de realização do exame é pública e foi divulgada pelo próprio presidente. A Secretaria Especial de Comunicação Social da Secretaria de Governo da Presidência da República (Secom) negou o pedido baseada na legislação que regula o acesso a informações pública (Lei 12.527/2011), conforme mostrou a reportagem do portal. "As informações individualizadas sobre o assunto dizem respeito à intimidade, vida privada, honra e imagem das pessoas", disse a Secom.

 

As dúvidas sobre o verdadeiro resultado do exame de Bolsonaro aumentaram depois que o Hospital das Forças Armadas (HFA), onde o presidente fez os exames, omitiu dois nomes da lista de contaminados. A unidade foi obrigada a revelar a lista após decisão da juíza da 4ª Vara da Justiça Federal em Brasília, Raquel Soares Chiarelli.

 

Continuar lendo

Assine e obtenha atualizações em tempo real em seu dispositivo!