Após investidas de Lula e Pacheco, Itamaraty diz estar em tratativa com EUA por vacina

O Itamaraty publicou em suas redes sociais neste sábado (20) que, em coordenação com o Ministério da Saúde, está em tratativas com o governo dos Estados Unidos desde o dia 13 para viabilizar a importação pelo Brasil de vacinas do excedente disponível nos Estados Unidos.

A manifestação acontece após o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), enviar um ofício para a vice-presidente dos Estados Unidos, Kamala Harris, pedindo socorro no combate à pandemia de covid-19 no Brasil.

No início da semana, em entrevista à Christiane Amanpour, da CNN americana, o ex-presidente Lula (PT) sugeriu que Joe Biden convocasse uma reunião emergencial do G20 para tratar da expansão da vacinação no mundo.

"Uma sugestão que eu gostaria de fazer ao presidente Biden através do seu programa é: É muito importante convocar uma reunião do G20 urgentemente", disse. "É importante convocar os maiores líderes do mundo e colocar sobre a mesa uma única coisa, um único assunto. Vacina, vacina e vacina".

Apesar da manifestação no Twitter, não constam nos sites do Ministério das Relações Exteriores, da Embaixada brasileira em Washington e no site do Ministério da Saúde quais são essas tratativas e como estão as negociações sobre o tema. O Congresso em Foco questionou as pastas sobre o assunto, mas ainda não teve resposta.

Ontem o governo federal anunciou a compra de mais 138 milhões de doses de vacinas covid-19, em um acordo com  Pfizer e Janssen. Em nota, o Ministério da Saúde afirmou que com esta aquisição, o Brasil já tem mais de 562 milhões de doses de vacinas contratadas para 2021.No entanto, os dados pasta levam em consideração imunizantes que ainda não têm contrato assinado ou autorização para uso no Brasil como o imunizante da própria Janssen e a vacina russa Sputnik V. Assim, a falta imediata de imunizantes de primeira ou segunda doses ainda continua, o que já levou muitas cidades a suspenderem o processo de vacinação.

Também nesta sexta-feira, o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil protocolou um pedido de Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) juntamente com um pedido de medida cautelar no Supremo Tribunal Federal (STF) para pressionar o governo a comprar vacinas em quantidade suficiente, garantindo a realização da vacinação em massa da população de maneira "célere".

> OAB vai ao STF para pressionar governo por compra de vacinas

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