Governo restringe exportação de seringas, mas importa dez vezes o que vende

O Ministério da Economia restringiu a venda de seringas para o exterior, em um último esforço para garantir o insumo no país. A medida, publicada no Diário Oficial da União na quinta-feira (31) e com validade a partir do dia seguinte, inclui as seringas em uma lista de itens no combate à covid-19 que precisam de autorização excepcional para a exportação, tais como ventiladores e luvas.

A medida pode, porém, se revelar pouco eficaz: dados do Comex Stat, do Ministério da Economia, apontam que o Brasil exportou US$ 4,2 milhões de dólares em seringas e outros tipos de agulha, mas importou US$ 49,4 milhões de dólares dos mesmos itens.

O Ministério da Saúde disse que atendeu a um pedido do Conselho Nacional dos Secretários de Saúde (Conass), e confia que a decisão trará efeito. “Dessa forma, a pasta garantirá os insumos necessários para, somando às necessidades habituais do SUS, viabilizar a ampliação da oferta de seringas e agulhas para atender ao Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a covid-19”, escreveu, em nota.

A medida ocorreu uma semana após o governo não conseguir licitar a compra de 331 milhões de seringas, essenciais para a vacinação contra a covid-19: o Ministério da Saúde conseguiu comprar menos de 3% do esperado.

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