Coronavírus: governo cobra ação da OMS e Japão pode adiar Olimpíadas

A rapidez com que o coronavírus se espalha pelo mundo tem impelidos governos e empresas a adotarem medidas cada vez mais severas em todo o mundo.

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No Brasil, a Latam anunciou nesta segunda-feira (3) a suspensão dos voos entre São Paulo e Milão, na Itália, país europeu que registra o maior número de casos da Covid-19.

"Estamos observando o cenário desta contingência de saúde pública mundial e a decisão da companhia é baseada, em primeiro lugar, na propagação do vírus na Itália, assim como na queda atual na demanda da rota. A companhia é consciente do problema e espera que a situação se normalize o mais brevemente possível pelo bem-estar e saúde de todos os seus passageiros e tripulantes”, afirmou em nota o diretor-presidente da Latam Brasil, Jerome Cadier.

O setor público também tem reagido. Segundo informações da Folha de S. Paulo o secretário de Vigilância do Ministério da Saúde, Wanderson Oliveira, está inconformado com a demora da Organização Mundial de Saúde em decretar pandemia do coronavírus. Segundo disse em áudio enviado a autoridades, a OMS “peca em não dizer de forma franca que o vírus se espalhou e que não é possível contê-lo”.

O que caracteriza uma pandemia é a transmissão contínua do vírus em diversas regiões do mundo.

Olímpiadas no Japão

As incertezas em relação à doença levaram o governo japonês a considerar o adiamento dos Jogos Olímpicos, marcados originalmente para acontecer no fim de julho, em Tóquio.

Após dizer que as autoridades japonesas estão “extremamente preocupadas com o fato de a disseminação da doença jogar um balde de água fria sobre o espírito dos Jogos Olímpicos”, a ministra japonesa responsável pela realização Olimpíadas de Tóquio afirmou que o contrato estabelecido com o COI determina a realização dos jogos em 2020, “o que pode ser interpretado como uma possibilidade de adiamento”, afirmou Seiko Hashimoto.

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