Veículos de imprensa se unem em campanha pró-vacinação

O consórcio de veículos de imprensa composto por "Folha de S. Paulo", "O Estado de S. Paulo", "O Globo" e "Extra", "Uol"e "G1" lançou nesta sexta-feira (29) a campanha "Vacina sim" para incentivar a vacinação contra a covid-19.

A campanha tem como mote "Protege você, protege os outros" e é lançada em meio a movimentos que, majoritariamente influenciado por informações falsas, tentam desencorajar a vacinação e questionam a segurança dos imunizantes.

Um dos principais questionadores da vacinação é o presidente Jair Bolsonaro, que já disse que não vai se vacinar. O presidente também defende o uso de medicamentos ineficazes contra a covid-19 para o que chama de "tratamento precoce".


O grupo de veículos, que controla algumas das publicações impressas mais antigas e de maiores tiragens no país, se uniu em junho de 2020.

Na época, a iniciativa surgiu com o objetivo de informar a população sobre o avanço dos casos e mortes pelo novo coronavírus, ao passo que o Ministério da Saúde deliberadamente escondia números e atrasava suas publicações.

A iniciativa permitiu que, desde então, a população brasileira seja informada várias vezes por dia do número de mortos e novos casos da covid-19 no país.

Desde a semana passada, o consórcio de veículos de imprensa passou a informar também o número de pessoas vacinadas no Brasil, seja pelas doses da Coronavac ou pela Covishield, nome oficial da vacina de Oxford.

Na noite desta quinta-feira (28), o país ultrapassou a marca de 1 milhão de pessoas vacinadas, segundo o consórcio de veículos de imprensa.

O Ministério da Saúde não divulga tais números em seu portal, nem respondeu à reportagem sobre o porquê de não exibir tais números.


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