Brasil tem 100 mil mortos por covid-19. Veja reação dos políticos

O Brasil alcançou a infeliz marca de 100 mil mortos por covid-19 neste sábado (8). os dados são de um consórcio de de veículos de comunicação e ainda não foram confirmados pelo Ministério da Saúde. De acordo com números oficiais da pasta, até essa sexta-feira (7), o país tinha 99.572 óbitos em decorrência do novo coronavírus. Diante desta marca, diferentes políticos foram às redes sociais se manifestar sobre o número de mortes e alguns criticaram o governo.

O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) disse que "nunca foi só uma gripezinha", fazendo referência ao discurso do presidente no dia 24 de março.

A deputada psolista Fernanda Melchionna responsabilizou o presidente pelas mortes por covid-19.

O ex-juiz Sergio Moro usou as redes para comentar o marco. "Não podemos nos conformar, nem apenas dizer #CemMilEdaí", fazendo referência a uma fala do presidente.

O governador do Maranhão, Flávio Dino, criticou o presidente.

Ciro Gomes também criticou o governo.

O perfil do PDT no Senado também apontou como irresponsáveis as atitudes de Bolsonaro diante da doença.

O deputado Marcelo Freixo (Psol-RJ) também comentou a aproximação da marca:

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, não criticou o presidente, mas também se manifestou pelas redes sociais e decretou luto de quatro dias em solidariedade aos brasileiros mortos pela doença.

O presidente da Câmara dos Depuatdos, Rodrigo Maia (DEM-RJ) também comentou o número de mortes.

Sem criticar diretamente o presidente, o senador Alessandro Vieira disse que o "tempo vai cobrar quem falhou como liderança".

Nesta quinta-feira (6), Jair Bolsonaro assinou a Medida Provisória que prevê a transferência de R$1,9 bilhão para a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) selar o acordo com a Universidade de Oxford e o laboratório AstraZeneca, do Reino Unido, para a produção da vacina contra covid-19 no Brasil. A previsão para início da produção da vacina é dezembro deste ano. As primeiras doses estarão disponíveis para a população em janeiro de 2021.

Durante a solenidade no Palácio do Planalto, o presidente voltou a criticar o STF, governadores, prefeitos e até o ex-ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, pelos protocolos contrários ao uso da cloroquina, medicamento sem comprovação científica contra covid-19 e descartada pela OMS. “Pior que decisão mal tomada é indecisão. Eu adotei essa linha desde o começo. Fico triste quando vejo pessoas, por decreto, proibindo um determinado medicamento. Desde o começo assumi essa postura, mesmo não sendo médico conversei com muitos e eles me disseram da questão do 'fora da bula'. Se a prática não tivesse sido adotada há décadas atrás as doenças estariam ai ainda”, disse.

A OMS declarou pandemia 11 de março

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