Com atrasos em entregas, Brasil deve chegar a 25 estados vacinados hoje

Atrasos de voos e erros de logística por parte do Ministério da Saúde e da Força Aérea Brasileira (FAB) fizeram com que apenas 16 estados conseguissem iniciar o processo de vacinação contra a covid-19 nessa segunda-feira (18). Outros sete estados e o DF começam a imunizar idosos, profissionais de saúde e indígenas, classificados como grupos prioritários, nesta terça (19).

Depois de São Paulo, que aplicou as primeiras cem doses da Coronavac no domingo (17), começaram a vacinar na segunda-feira os seguintes estados: Amazonas, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Tocantins.

Na Bahia, a primeira dose foi aplicada nesta terça em Salvador, às 7h10. A vacinação começou quase no mesmo horário no Pará. Pouco depois, Paraíba e Sergipe também imunizaram seus primeiros cidadãos do grupo prioritário. No Distrito Federal, a primeira vacina será aplicada às 10h mesmo horário do Amapá e Rio Grande do Norte. Alagoas também deve começar a imunização hoje.

Outros estados devem iniciar suas vacinações com atrasos por problemas logísticos: o avião que levava as vacinas ao Acre não conseguiu pousar devido ao mau tempo em Rio Branco. Com isso, a chegada das doses também deve atrasar em Rondônia, parada seguinte da aeronave. Com isso, não há informações sobre quando serão aplicadas as primeiras vacinas.

O plano original do ministro Eduardo Pazuello era que todos os estados começassem a vacinar ainda no final da tarde dessa segunda-feira. Alguns deles cumpriram o plano – como o Rio de Janeiro, que vacinou as primeiras pessoas diante do maior cartão-postal do país, o Cristo Redentor.

Ontem pela tarde, o governador do Pará, Helder Barbalho (MDB), foi às redes sociais tentar explicar à população o atraso na chegada dos insumos ao  estado. Da pista do aeroporto, ao comentar a demora na chegada do voo, um constrangido Helder considerou "lamentável e absolutamente inaceitável" a falha do governo federal.


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