A notícia-crime, consequência da reportagem de capa da revista Veja desta semana, pede a apuração de crimes como corrupção ativa e passiva, peculato, lavagem de dinheiro, prevaricação e formação de quadrilha ou bando (associação criminosa), entre outros. “As declarações (…) são extremamente graves e exigem das autoridades e das instituições públicas ações efetivas para uma rápida e eficaz investigação dos fatos”, disse o coordenador em nota.
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De acordo com a reportagem de Veja, a presidenta Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula sabiam das atividades ilícitas de Paulo Roberto Costa na Petrobras e do esquema de lavagem de dinheiro e desvio para partidos políticos com base na estatal. E também que um coordenador de campanha do PT teria pedido R$ 20 milhões para o caixa de Dilma nas eleições deste ano.
“Neste momento em que os procederes da Presidente da República, Dilma Rousseff, e do ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva são colocados em dúvida, é preciso que as instituições públicas, notadamente a Polícia Federal, o Ministério Público e o Congresso Nacional cumpram seus papéis institucionais para resgatar, no menor prazo possível, a confiança do povo brasileiro”, concluiu Carlos Sampaio.
Leia a íntegra da nota assinada por Carlos Sampaio:
“As declarações prestadas pelo doleiro Alberto Yousseff para a Polícia Federal e para a Procuradoria da República, reveladas pela Revista Veja, são extremamente graves e exigem das autoridades e das instituições públicas ações efetivas para uma rápida e eficaz investigação dos fatos.
Não só a normalidade das eleições é colocada sob suspeita quando se aponta a possibilidade de uma campanha eleitoral ser irrigada com milhões de reais de origem ilícita, mas, também, e principalmente, a legitimidade dos Poderes constituídos e da democracia brasileira.
Diante desta realidade, no dia de hoje (24/10), o PSDB está apresentando junto à Procuradoria-Geral da República representação para que as investigações dos fatos narrados pelo investigado e delator Alberto Yousseff sejam aprofundadas, para fins de se apurar a prática dos crimes de corrupção ativa e passiva, peculato, lavagem de dinheiro, prevaricação e formação de quadrilha ou bando (associação criminosa), dentre outros.
Na representação também se pede, diante da excepcionalidade dos fatos, por sua gravidade e consequências ao país, que as investigações se realizem com prioridade, para que as respostas aos cidadãos brasileiros se deem no menor prazo possível.
Neste momento em que os procederes da Presidente da República, Dilma Rousseff, e do ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva são colocados em dúvida, é preciso que as instituições públicas, notadamente a Polícia Federal, o Ministério Público e o Congresso Nacional cumpram seus papéis institucionais para resgatar, no menor prazo possível, a confiança do povo brasileiro.”