Mário Coelho
O PPS protocolou nesta terça-feira (17) uma representação pedindo investigação contra o ministro da Casa Civil, Antonio Palocci, pela Procuradoria Geral da República (PGR). O partido quer saber se houve inriquecimento ilícito de Palocci. De acordo com reportagem do jornal Folha de S. Paulo, ele multiplicou seu patrimônio em 20 vezes nos últimos quatro anos. “O assunto não está devidamente esclarecido”, disse o líder do PPS, Rubens Bueno (PR).
Bueno quer que a PGR investigue, por exemplo, quem são os clientes da empresa Projeto Administração de Imóveis. A reportagem do jornal disse que a Projeto foi criada como consultoria e virou administradora de imóveis dois dias antes de Palocci chegar à Casa Civil. Semanas antes de assumir a Casa Civil, Palocci comprou um apartamento de luxo em São Paulo por R$ 6,6 milhões.
Um ano antes, adquiriu um escritório na cidade por R$ 882 mil. O ministro disse que os dois imóveis que comprou são os únicos que a Projeto administra.
Para o líder do PPS, restam muitas dúvidas sobre a origem dos recursos que permitiram ao ministro comprar os dois imóveis. Na representação, endereçada ao procurador-geral da República, Roberto Gurgel, Bueno afirmou que, ?para afastar qualquer dúvida sobre a retidão e a lisura do comportamento de um importante Ministro de Estado, seria necessário que a Procuradoria-Geral da República abrisse uma investigação?.
Convocação
A representação do PPS não é a única. Amanhã (18), o DEM apresenta na Comissão de Fiscalização de Controle da Câmara um requerimento pedindo a convocação de Palocci, do presidente da Comissão de Ética Pública da Presidência da República, Sepúlveda Pertence, e diretores do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF). “Não vamos afirmar que o aumento de patrimônio é ilícito. Mas não é aceitável ele não explicar esse aumento patrimonial”, disse o líder do DEM na Câmara, ACM Neto (BA).
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