Enquanto a oposição diz já ter assinaturas suficientes para criar a CPI do Apagão Aéreo no Senado, líderes governistas na Câmara começam a dar sinais de que agora admitem a instalação da comissão na Casa.
O deputado José Carlos Aleluia (DEM-BA) afirmou ter sido abordado ontem (12) à tarde no plenário pelo líder do governo na Câmara, José Múcio (PTB-PE). "Ele disse ‘vamos conversar sobre a CPI’", afirmou Aleluia. De acordo com o ex-líder da oposição, Múcio teria procurado outros líderes oposicionistas com a mesma intenção.
O líder do governo, no entanto, negou ter feito qualquer proposta de acordo à oposição em relação à CPI. "Esta CPI vai ser decidida pelo STF", afirmou Múcio. Mas, nos bastidores, deputados governistas avaliam que a briga na Câmara, agora, é inútil, já que dão como quase certa que a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) será pela instalação da CPI.
O PT articula com o PSDB para ficar com a relatoria da comissão. Nesse caso, os tucanos assumiriam a presidência do colegiado. Mas o PMDB, dono da maior bancada na Casa, avisa que não pretende abrir mão do direito de presidir os trabalhos. “Se o PT quiser ser generoso, pode ceder a relatoria ao PSDB”, disse o líder do PMDB, Henrique Eduardo Alves (RN).
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Com a instalação da CPI na Câmara, onde dispõem de maioria folgada, os governistas tentam amenizar o desgaste que teriam com a criação de uma comissão no Senado, onde a correlação de forças com a oposição é bem equilibrada.
O presidente do PSDB, senador Tasso Jereissati (CE), disse ontem que não vê necessidade de se instalar uma comissão no Senado para tratar da crise aérea caso a Câmara inicie as investigações. (Edson Sardinha)
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