Taturana de fogo no Planalto

Bicho terrível que, além de devorar folhas, provoca queimaduras que podem levar à morte a pessoa atacada.

O presidente, com seus estranhos comportamentos, se utiliza de seus ministros para enfrentar problemas que ele, politicamente, não deve fazê-los. Os “bucha de canhão”, como são chamados aqueles que fazem o triste papel, têm sido afastados com carinho ou não. Foi assim com seus mais antigos companheiros de caserna, que não se sujeitaram aos arroubos do subordinado e insubordinado colega de farda. Outros, civis, que igualmente não seguiram fielmente as suas determinações, foram jogados ao limbo pelo explosivo mandatário.

Agora é a vez do ministro do Meio Ambiente que, arrogante, tenta se mostrar tão importante quanto o chefe, apesar de não ter recebido nenhum voto dos brasileiros. Sob as ordens do presidente, o ministro enfrenta o mundo com suas atitudes ameaçadoras como se fosse uma taturana de fogo; queima pontes, costumes, desrespeita práticas internacionais e não se importa com os cientistas que apontam futuros problemas na área ambiental e política.

O moço foi tão longe, nas suas diatribes, que ex-ministros do Meio Ambiente publicaram documento alertando para os riscos ambientais e econômicos que afetarão o país a médio prazo.

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O ministro, animado com o prestígio recebido do presidente, assumiu a missão de queimar companheiros sem nenhuma cerimônia. O presidente deve ter determinado que o ministro ataque qualquer colega que desempenhe função essencial ao lado do chefe que, depois, ele, presidente, sopraria o ferimento moral, e tudo ficaria bem.

O ministro da vez é o da Secretaria de Governo que tem desempenhado com eficiência e espírito público a sua função.

Se o “messias” realmente utiliza o método de colocar generais em cargos importantes para, depois, demiti-los com estardalhaço, é sinal de mágoa profunda nunca superada, por ter sido defenestrado da carreira militar. É possível que esteja se vingando dos velhos militares nas costas dos novos que formam as Forças Armadas da democracia e da cidadania.

O homem do fogo, acreditando que será o super ministro do governo, acabará cometendo erros insustentáveis. O ataque destrambelhado do moço, atacando militares de alto desempenho na defesa do país e, se preciso, enfrentando a morte política, qualquer dia desses, poderá sofrer danos vindos de militares briosos que o considerarão inimigo merecedor de reações agressivas.

O ministro não deve ter prestado serviço militar pois, se o tivesse, teria aprendido que o respeito aos seus pares, à educação e à disciplina formam os princípios elementares nas Forças Armadas; além disso, saberia de cor a canção “Fibra de Herói” que alerta: “Com ânimo forte se for preciso/ Enfrenta a morte/Afronta se lava com fibra de herói/ De gente brava”.

Controle-se jovem ministro, lembre-se que a taturana nasce dos ovos de uma mariposa, mas vive rastejando e queimando a pele dos outros.

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