No debate sobre a Zona Franca de Manaus, vencem a desinformação e o preconceito

Em recente entrevista a um jornal de grande circulação, o economista Alexandre Scheinkman esbanja seu preconceito contra o modelo Zona Franca de Manaus (ZFM) e, consequentemente, contra o povo do Amazonas.

Diz o economista: “A Zona Franca de Manaus custa dinheiro e não tem nenhum impacto no bem-estar dos amazonenses.”

Fico imaginando um dos 60 mil operários do Polo Industrial de Manaus, um dos motoristas dos ônibus que levam esses operários, um dos cozinheiros que servem esses operários, um pequeno empresário manauara que vende um serviço ou bem para uma empresa do polo lendo que a ZFM - consequentemente o seu emprego - não tem nenhum impacto no seu bem-estar.

Mais que isso, fico imaginando uma criança ou um adolescente que estudam em escola pública no Amazonas, um idoso que precisa de um atendimento médico na rede pública, um jovem estudante da Universidade do Estado do Amazonas lendo que o modelo que gera 90% do ICMS que financia a educação e a saúde públicas no Amazonas e 100% do Fundo UEA, que financia nossa universidade não têm nenhum impacto no seu bem-estar.

Imagino ainda uma família pobre, muitas miseráveis, do interior do Amazonas lendo que o modelo que gera o ICMS, que financia todos os serviços públicos e programas assistenciais a que têm acesso não tem impacto nenhum no seu bem-estar.

Não bastassem a imprecisão econômica e a insensibilidade social da declaração do economista, resta ainda a externalidade positiva do modelo Zona Franca na proteção da Floresta Amazônica oferecendo a nós, amazonenses, uma alternativa de geração de riqueza, emprego e renda não agressiva ao meio ambiente e que nos permite ser o Estado com o maior índice de conservação do meio ambiente.

Alexandre Scheinkman é um renomado acadêmico e economista mas, infelizmente, o preconceito e a insensibilidade turvam seu conhecimento.

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