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Torquato tem razão – tolerância zero ou o caos

 

O ministro Torquato Jardim presta um excelente serviço ao Brasil e aos brasileiros, e o presidente Michel Temer, ao não desmentir o seu auxiliar, reforça o desejo da população em reverter a ocupação por criminosos de parte do território nacional. Temer foi secretário de Segurança de São Paulo e está ciente dos problemas indicados por Torquato.

A questão mais grave do que a instalação do crime organizado na estrutura do Estado é a omissão dos governantes que, muitas das vezes, são reféns dos criminosos. A preparação de jovens criminosos através do estudo para o ingresso na política, na polícia, na Justiça, no Executivo e, especialmente, no Legislativo apontam para a ocupação do poder criminoso em todas as áreas da sociedade. Não é difícil supor que muitas das autoridades constituídas foram sustentadas pelo crime organizado até possuírem o poder solitário de evitar a punição de criminosos.

A apuração de crimes em índices ridículos e a prescrição de crimes graves não podem ser consideradas inevitáveis. O silêncio, a omissão e a participação de autoridades em atividades criminosas têm como resultado a infecção generalizada que se abateu sobre o Brasil, e nem mesmo as eleições que se aproximam serão capazes de nos livrar rapidamente na guerra civil disfarçada que nos assusta, nos mata, nos acovarda e nos faz preferir como governantes os neófitos populistas que estão na mídia e nas ruas, buscando votos para nos empurrar de vez ao conflito generalizado que propõe o armamento da população e a defesa individual de direitos do cidadão.

O ministro Torquato Jardim tem razão; o presidente Temer sabe disso, e o povo espera que o Ministério Público – infelizmente, já maculado –, a Polícia Federal, a Justiça, as Forças Armadas e a maioria dos policiais civis e militares apliquem as leis em suas missões e devolvam ao país a tranquilidade e a esperança a que tem direito.

 

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