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Festival de erros em relação ao Aeroporto da Pampulha

Os sinais de reversão da recessão partem de ocupação de capacidade ociosa a partir do aumento do consumo. Mas o motor da economia são os investimentos. E o nível de investimentos é incrivelmente baixo. O Brasil precisaria de uma taxa de investimento superior a 20% do PIB para sustentar um crescimento de 4% ao ano, estamos abaixo dos 16%. A infraestrutura exigiria investimentos de, no mínimo, 6% do PIB. A crise fiscal inviabiliza a participação significativa do setor público. Portanto, dependemos do investimento privado. Ou seja, de privatizações, concessões e PPPs.

O investidor privado para tomar suas decisões precisa de ambiente econômico saudável e de estabilidade política, contratual, regulatória e institucional. O Aeroporto de Confins é hoje orgulho para os mineiros. Finalmente temos um aeroporto compatível com uma grande metrópole como BH. A transferência dos voos para a Pampulha afetará o equilíbrio econômico-financeiro do contrato, inviabilizando a operação, e minará a credibilidade do governo para novos leilões de concessões de outros aeroportos.

Por último, todos nós sabemos que o Aeroporto da Pampulha não tem estrutura para receber metade do fluxo de passageiros que hoje viaja por Confins. Perde também o usuário.

Belo Horizonte não merece tamanho equívoco em seus 120 anos!

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