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Cadastro positivo, uma mudança necessária

 

Hoje no Brasil temos apenas o cadastro negativo de pessoas e empresas. Qualquer inadimplência circunstancial leva ao registro no SPC e no Serasa, impedindo o acesso ao crédito. A expansão responsável do crédito é um pilar essencial para irrigar o investimento e o consumo. O que queremos é democratizar o crédito, abaixar as taxas de juros, expandir a rede de emprestadores e incluir cerca de 20 milhões de brasileiros excluídos do mercado de crédito. Para isso, é preciso diminuir o risco e dar acesso àqueles que não têm garantias reais a oferecer.

O cadastro positivo trará essa segurança, separando o caloteiro contumaz do cidadão que atrasa um ou outro compromisso, mas tem um histórico de bom pagador. Ao contrário do que dizem os que se opõem à medida, não há quebra do sigilo bancário, protegido por legislação própria. O cidadão só ficará no cadastro se quiser. Não revoga a legislação de proteção ao consumidor. Não beneficia os grandes bancos, e sim o cidadão de baixa renda e os pequenos e microempresários.

Mais de cem países no mundo têm seus cadastros positivos. Nos EUA, Canadá e nos países da OCDE. As experiências da Colômbia e do México obtiveram enormes resultados.

Não é possível que apenas o Brasil fique prisioneiro da “vanguarda do atraso”. Se não aprovarmos, continuaremos com o crédito excludente e caro, empurrando os excluídos para as taxas de juros estratosféricas do cheque especial e do cartão de crédito.

 

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