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Aliança do Coliseu testa Marina e passa recibo: a vez do PSDB

 

Paulo Preto, o principal operador do PSDB, flagrado com mais de cem milhões no exterior, é preso no dia seguinte em que Moro determina a prisão de Lula. Coincidência?

Nem tudo acontece como planejado. Raquel Dodge foi a segunda colocada na eleição para a Procuradoria-Geral da República. O primeiro colocado, Nicolau Dino, foi preterido por Temer. Quem foi o principal cabo eleitoral de Raquel? Acertou quem disse Gilmar Mendes.

A transformação da denúncia de corrupção contra Alckmin em caixa dois, livrando-o da Lava jato, foi uma clara manobra da PGR para blindar o ex-governador.

Ninguém chega ao poder por acaso. Ninguém chega em segundo numa eleição e se torna primeira impunemente. Brasília sempre cobra seu preço.

Mesmo com Gilmar e a ofensiva para blindar Alckmin é pouco provável que a força tarefa da Lava Jato saia de São Paulo com as mãos abanando. Cabeças serão entregues.

Nenhum tucano é comparável a Lula politicamente. Contra Lula não há prova. Entretanto, no imaginário popular colocar Aécio e outros tucanos graúdos na cadeia terá um forte impacto. Por que só Lula? É insustentável este questionamento.

Em editorial e matérias de capa O Globo decreta o fim do PSDB e passa o recibo na estratégia de tentar “lavar” a prisão de Lula: “Aécio convertido em réu abala teoria persecutória do PT”, afirma em editorial. “Aécio réu é duro golpe em todo PSDB”, decreta Merval.

Roberto Marinho não escolheu Collor em 89. Sabia quem derrotar. O alagoano foi se oferecendo e acabou abençoado. Janot nutre simpatia por Marina. Dallagnol também. A Globo idem. A Folha namora.

Marina é frágil, não tem um partido pra valer, mas está sendo testada. Bolsonaro é cada vez mais um útil espantalho. O jogo real é outro.

 

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