Estamos mudando o site. Participe enviando seus comentários por aqui.

A intervenção no Rio vai aumentar a violência contra os pobres

Os policiais militares e civis lançados na tal “guerra às drogas” acabam sendo vítimas (veja o número de policiais mortos só no Rio) e, ao mesmo tempo, promotores da violência, muitas vezes corrompidos e associados a atividades criminosas. A intensificação dessa política com o Exército controlando a segurança pública no Rio só vai ampliar essa situação. Vai acabar ocorrendo o mesmo com os militares que agora assumem esta função. É só uma questão de tempo... pouco tempo.

Debelar o problema da violência gerada pelo confronto das quadrilhas e destas com a polícia passa, em primeiro lugar, por uma política agressiva de legalização das drogas, e de centralizar nas mãos do Estado a sua distribuição. Os impostos arrecadados com a venda seriam destinados à adoção pelo Estado de medidas acompanhamento e proteção/recuperação da saúde física e mental dos usuários. Assim deve ser encarado o problema das drogas, se a ideia é acabar com a violência relacionada a elas.

Acabar com os privilégios dos capitalistas e assegurar vida digna para quem trabalha

Mas as medidas para acabar com esse caos não se resumem ao problema das drogas. O pano de fundo que deixa a população pobre prisioneira desta situação – vítima do tráfico, das milícias, da polícia – é a falta de emprego decente, salário digno, direito à moradia digna, educação, saúde, oportunidade para seus filhos terem um futuro melhor.

E isso não vai mudar se não atacarmos os privilégios daqueles que tem construído sua fortuna com a miséria dos que trabalham. É preciso expropriar todas as empresas envolvidas em corrupção, confiscar a fortuna dos seus proprietários; estatizar as empresas que fecharam as portas no Rio demitindo trabalhadores; acabar com os subsídios com dinheiro público para grandes empresas; suspender o pagamento da dívida pública aos bancos...e usar todos os recursos daí advindos para assegurar emprego, salário e vida digna a todos e todas.

A classe trabalhadora e o povo pobre precisam organizar sua autodefesa

Nesse sistema capitalista, desigual e opressor em que vivemos, não haverá segurança para os trabalhadores e o povo pobre enquanto estes mesmos não tomarem em suas mãos a tarefa de garanti-la. É preciso que os moradores das comunidades se organizem e busquem os meios de se defenderem, seja da violência do tráfico, das milícias, ou da polícia. Os trabalhadores e o povo pobre somos a ampla maioria da população, temos mais força do que todos eles. Precisamos apenas nos organizar.

Parte importante desta organização é buscar e cobrar apoio dos próprios componentes das forças policiais, fazê-los ver que precisam repensar seu papel na sociedade. A situação de penúria que vive agora os policiais militares e civis do Rio que estão sem receber salários, sem as mínimas condições de exercer sua função por falta de equipamentos, é expressão de que os governos não querem assegurar segurança pública nenhuma. Quer apenas que os policiais atuem como braço armado para defender os privilégios dos ricos, massacrando os trabalhadores quando lutam e a população pobre para que ela não se revolte (muitas vezes batendo e atirando em seus próprios irmãos, pais e filhos).

Isso precisa e pode mudar. É preciso que os trabalhadores e o povo pobre se organizem, nas fábricas e nas comunidades; é preciso que os policiais se unam aos trabalhadores e suas lutas. Esse é o caminho para garantir uma verdadeira segurança para todos e todas que trabalham. Esse é o caminho para mudar a sociedade em que vivemos, para acabar com o capitalismo e construir uma sociedade socialista, que livre todos e todas que trabalham de toda forma de exploração, opressão, violência, abusos e humilhação a que estamos sujeitos hoje.

O Rio não precisa de Intervenção Federal no seu dispositivo de segurança para enfrentar os problemas causados pela violência. Precisa, isso sim, colocar para fora o governo Pezão e a corja de corruptos que dele fazem parte. Assim como é necessário colocar para fora do governo federal Temer e sua quadrilha. É preciso colocar para fora todos eles!

O Rio, e o Brasil, precisam de um Governo Socialista dos Trabalhadores, apoiado em conselhos populares organizados pelos operários e pelo povo pobre!

 

Mais do autor:

<< Cláusula de barreira: estão vendendo gato por lebre

<< Um Congresso Nacional de vendidos, e a reforma política

Continuar lendo

Assine e obtenha atualizações em tempo real em seu dispositivo!