Transparência Internacional premia reportagens sobre corrupção

Hoje vamos falar do reconhecimento que devem ter aqueles que investigam e denunciam crimes e outros delitos, especialmente relacionados à corrupção no poder público.

Uma organização de alcance mundial, a Transparência Internacional, está promovendo o seu prêmio Corruption Reporting, dedicado aos profissionais dos meios de comunicação que produziram as melhores matérias investigativas sobre corrupção e seus efeitos. O prêmio será concedido no âmbito da iniciativa One World Media Awards 2014, que tem o objetivo de destacar e incentivar a cobertura da corrupção em todo o mundo.

Jornalistas da América Latina, África, Oriente Médio, Caribe e Rússia podem participar do concurso com reportagens sobre a vida social, política ou cultural dessas regiões. O prêmio é aberto a todos os tipos de publicações, desde que tratem sobre algum aspecto da corrupção, incluindo relatórios de investigação e recursos que mostram os efeitos da corrupção sobre os cidadãos ou a sociedade.

Apesar de ser uma premiação que envolve apenas jornalistas, é importante a sociedade conhecer e dar o seu apoio. Evidentemente, o trabalho de jornalismo investigativo é perigoso e muito especializado. Não é à toa que, segundo a organização Repórteres Sem Fronteiras, nada menos que 77 jornalistas foram assassinados em todo o mundo no ano passado e um total de 2.160 desses profissionais prestaram queixas de agressão enquanto cumpriam sua função. No caso de corrupção pública e improbidade administrativa pode-se imaginar que os riscos sejam ainda maiores.

Nunca é demais lembrar a importância desse trabalho, inclusive aqui do Congresso em Foco. Esses profissionais desempenham papel crucial ao fornecer às instituições de Estado de fiscalização e controle, à sociedade organizada e aos próprios cidadãos mais atuantes informação que lhes permite enfrentar e denunciar os corruptos. Uma mídia independente e livre é essencial para a democracia e um pilar fundamental da integridade nacional e da boa governança.

Na América Latina, por exemplo, o trabalho de jornalistas investigativos desempenhou um papel central em vários casos de relevo, como os dos ex-presidentes Fernando Collor de Mello, no Brasil, Abdalá Bucaram Ortiz, no Equador e Alberto Fujimori, no Peru, apenas para citar alguns dos mais expressivos.

O One World Media Award 2014 está com inscrições abertas e o prazo se encerra no próximo dia 29 de janeiro. Clique aqui para saber como se inscrever e aqui conhecer todas as categorias deste ano, que incluem o primeiro prêmio de reportagem sobre corrupção patrocinado pela Transparência Internacional. Haverá uma cerimônia de premiação no dia 6 de maio, em Londres.

Um prêmio não só para quem investiga e divulga, mas também para a sociedade e os seus cidadãos de bem, agentes de cidadania que atuam e demandam dos governantes o cumprimento de promessas de campanha, a devida execução dos orçamentos públicos e a conduta de sempre se preocupar mais com o bem público do que com acertos político-partidários de ocasião.

Pensem nisso!

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