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Sobre as massas simples e perfeitas

 

E aí chegamos ao meu espagueti à carbonara. É esse o prato que imagino nesse momento inesquecível. E bem executado. Ponto perfeito, bacon discreto, o sabor do ovo quase invisível, embora presente. Na mesma coluna mencionada acima, a matéria sobre a incursão por casas italianas no Rio tinha  a foto de um determinado espagueti à carbonara de uma tratoria em Ipanema. Ahhh, na hora já anotei a dica para conferir numa próxima viagem ao Rio.

Segundo algumas versões, o nome dessa massa mundialmente conhecida deriva da palavra italiana carbone, que significa carvão. Acredita-se que tenha sido apreciada pelos preparadores de carvão vegetal dos montes apeninos, na região italiana da Úmbria. Outras fontes dão conta que a receita da Úmbria é derivada de revolucionários  que faziam parte de uma sociedade secreta “carbonari”, e que no século 19 teriam apresentado o prato aos romanos. Seja qual for a origem verdadeira, o certo é que a receita leva bacon picadinho, 2 ovos inteiros, uma gema, 80 g de queijo parmesão ou pecorino ralado, azeite de oliva e sal e pimenta a gosto. É uma delícia! No Brasil alguns costumam colocar creme de leite, mas a receita verdadeira não tem esse ingrediente.

E qual é o vinho que vai bem com o espagueti à carbonara? A harmonização clássica é com o vinho italiano Frascati Superiore Secco, da região do Lazio (Lácio). Outros brancos locais também combinam, vinhos jovens e sem sabor de madeira. Entre os franceses, o Mâcon branco é uma boa pedida. Se for saboreado com um tinto, as sugestões são um Bardolino ou Barbera leve.

Lembram do clássico filme de animação “A dama e o vagabundo”, os dois dog-protagonistas unidos por um macarrão? Pois é, na minha imaginação culinária, apostaria que é um carbonara!

 

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