Repensando o Banco do Brasil

Sergio Riede *

O Brasil precisa crescer mais. Esse é um consenso entre todos os atores da sociedade brasileira. Une as três esferas de governo, empresários, trabalhadores, opinião pública, economistas, ambientalistas. Só que, mais do que crescer, o país precisa se desenvolver de maneira sustentável.

Não basta ter crescimento econômico por alguns anos consecutivos. É necessário também que o crescimento represente inclusão social, melhor distribuição de renda, respeito ao meio ambiente.

Neste sentido, o Banco do Brasil pode ter um papel de extrema relevância no apoio às micro e pequenas empresas, ao agronegócio, à agricultura familiar, ao desenvolvimento regional sustentável, aos negócios internacionais, às parcerias público-privadas, à política industrial, ao cooperativismo, à bancarização de segmentos marginalizados do mundo financeiro, à inclusão digital e ao novo mundo dos negócios com viés socioambiental.

Não se trata, obviamente, de abandonar a busca de bons resultados econômico-financeiros. Trata-se, sim, de potencializar esses resultados. É ponto pacífico que uma empresa com boas práticas de governança corporativa e políticas de responsabilidade socioambiental consistentes possui maior probabilidade de ser sustentável em sentido amplo. Empresas com este perfil costumam ter maior perenidade, melhor reputação, resultados econômicos crescentes e maior valorização em bolsa.

Este parece ser um bom momento para os futuros governantes decidirem se é suficiente o Banco do Brasil ser apenas mais um banco que faz exatamente (e tão somente) o que faz qualquer banco privado (ou mesmo a Caixa Econômica Federal), ou se é possível contribuir de maneira mais enfática para o desenvolvimento sustentável do país sem abrir mão do respeito a todos os seus acionistas, parceiros comerciais e funcionários.

Sendo assim, a Associação Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil (ANABB), que defende os interesses legítimos do funcionalismo do BB e que possui 95 mil associados entre funcionários ativos e aposentados, resolveu organizar o Seminário “Repensando Estrategicamente o Banco do Brasil”, que será realizado nos dias 4 e 5 de setembro de 2014, em Brasília (DF). Os assuntos serão distribuídos em seis painéis e terão foco nos seguintes assuntos:

  • Debater o desenvolvimento econômico do país, a partir das principais correntes de pensamento econômico;
  • Discutir o papel do sistema financeiro e, em particular, o Banco Brasil, no crescimento econômico no país;
  • Fazer um balanço da atuação do Banco do Brasil na área internacional e das perspectivas para a área;
  • Debater as demandas do agronegócio e da agricultura familiar por crédito agrícola no país e os projetos do Banco do Brasil, considerando a importância estratégica do setor para o País e para a instituição;
  • Conhecer e apresentar alternativas para o financiamento do desenvolvimento sustentável brasileiro; e
  • Refletir sobre o papel do funcionalismo na construção da estratégia de atuação do Banco do Brasil, preservando o seu caráter de banco público.

No evento estarão presentes representantes do governo e das entidades ligadas ao BB, jornalistas, docentes de universidades, gestores do Banco do Brasil e instituições ligadas ao tema proposto, além dos dirigentes da ANABB.

O seminário será um espaço privilegiado para repensar o BB, para que ele seja, cada vez mais, um banco útil à sociedade.

* Presidente da Associação Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil (ANABB).

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