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Quem prega a ditadura quer tirar uma casquinha

 

Até aqui, seja de esquerda, de direita ou de centro, ninguém pode se meter a tirar proveito político-partidário do movimento dos caminhoneiros. Se tentar, vai quebrar a cara. A população, embora sensível ao pleito principal – a redução do preço dos combustíveis – sofre na pele os efeitos da paralisação dos transportes de carga, principalmente a falta de combustíveis nos postos e de gêneros de primeira necessidade nas prateleiras dos supermercados. E começa a criticar a insensibilidade das lideranças sindicais.

Todo líder sindical que toma a frente de uma paralisação de atividade que afeta diretamente a população tem de ser sensível para identificar o momento em que é preciso suspender o movimento, sob pena de perder o apoio inicial da opinião pública. Ao que se sabe, a manifestação dos caminhoneiros atingiu todos os objetivos. Eles conseguiram por o governo de cócoras. Ajudaram a desmascarar a política de preços cruel da Petrobras e a sanha arrecadatória do governo. Ganharam até mais do que esperavam. Passa da hora de o país voltar à normalidade.

Tomara que esta coluna esteja superada

Escrevo esta coluna na quarta-feira, na expectativa de que, ao ser publicada, o movimento dos caminhoneiros tenha se encerrado, a gasolina tenha chegado aos tanques e a cerveja já esteja de volta às prateleiras. Como dizia um outro WhatsApp desses engraçados, que trazia uma menininha imitando os pais, com aquela voz infantil e o dedinho levantado:

– Um, dois, três: deu. Deu por hoje.

Deu... por enquanto. Porque agora todas as categorias sabem o que faz o governo se mexer.

 

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