Pátria

A Semana da Pátria, que também é do Amazonas, nos traz de volta as lembranças de um tempo ainda próximo, em que todos eram obrigados a personificar a Nação Brasileira. Presidente, governador, prefeito, políticos em geral e militares eram cultuados em tais eventos, numa repetição das práticas de ditadores conhecidos, como Adolf Hitler. Joseph Goebbels transformou o desfile impecável de milhares de soldados nazistas, com os mínimos movimentos sincronizados, em potente ferramenta de propaganda, e isso era imitado em nosso país, sempre sob o signo da disciplina.

Comemorar o 7 de Setembro, hoje, é uma forma de marcar a volta da liberdade e cultivar o amor à Pátria sem amarras e distante de qualquer sentimento de imposição. No Amazonas, isso se reflete no 5 de Setembro, durante o desfile civil, em que predominam as escolas municipais e estaduais, e no desfile militar, um símbolo do oxigenado e saudável ambiente reinante entre as forças armadas.

O país enfrenta, neste momento, os ecos da crise internacional. Mas, a partir da estabilidade econômico-social dos últimos anos, construída por todos os brasileiros, temos ótimas chances de passar por ela, como passamos em 2008, sem maiores percalços. Crises geram oportunidades, e aproveita melhor esses momentos quem tem a casa arrumada, como é o caso do Brasil.

Nosso dever é nos manter vigilantes, rejeitando governantes que, no lugar de obras para durar 20, 30, 40 anos, criando infraestrutura para um crescimento estável, preferem investir naquilo que enche os olhos do eleitor e dá votos, mesmo que precise ser reconstruído no ano seguinte. Também é preciso apoiar atitudes que combatam a corrupção, um caminho justo e seguro para o melhor uso do dinheiro público, corroborando posturas como a da presidenta Dilma Rousseff e de setores do Ministério Público. Sem tudo o que é desviado por corruptos, o Tesouro Nacional teria, anualmente, numa conta conservadora, algo em torno de R$ 40 bilhões a mais para investir em saúde, educação e segurança pública, os três grandes problemas brasileiros hoje.

O desenvolvimento, enfim, é um desafio de sempre para um país nascido pobre, colônia, vítima de espoliação inescrupulosa, mas que aos poucos vai abrindo espaço entre as grandes nações. Maior exportador de commodities agrícolas, especialmente soja, potencial de petróleo crescente, com as descobertas do pré-sal e da Bacia Amazônica, não temos razão para duvidar que vamos chegar lá.

Falta um acerto aqui, outro acolá, como é o caso da estruturação nacional para os desafios da produção de alta tecnologia, o que virá pela educação, e o intercâmbio internacional com os países que já estão à nossa frente. Mas, ninguém duvide, nosso povo continuará surpreendendo o mundo com sua capacidade de criar oportunidades.

Este 7 de Setembro foi comemorado sem ufanismos artificiais, mas, sem dúvida, com otimismo fundado na realidade objetiva de crescimento e pujança que o brasileiro vem construindo.

Viva o povo brasileiro.

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