O que você precisa saber para passar em concurso

“O sucesso é construído à noite! Durante o dia você faz o que todos fazem”
Roberto Shinyashiki

Passar em concurso público exige muito mais do que simplesmente estudar – e muito. Para enfrentar e vencer a banca examinadora, é preciso ter atitude, é preciso tomar decisões, é preciso fazer escolhas que serão decisivas na hora da prova. Em síntese, há aspectos de natureza comportamental que o concurseiro precisa conhecer para ser bem-sucedido.

O que, de fato, faz a diferença entre o candidato aprovado e o eliminado? Eis aí uma questão complexa. Tudo começa pelas decisões que o candidato toma diante do desafio que se propõe a enfrentar. Se, por exemplo, todos os concurseiros escolhessem idêntico método de estudo e idêntica estratégia de preparação, seria difícil haver aprovados, na medida em que o desempenho de todos os concorrentes seria semelhante. Portanto, cada um deve desenvolver estratégia e método próprios. É isso que, no fim, vai diferenciar os resultados. Os concorrentes que tiverem feito as escolhas certas serão os vencedores; os outros ficarão pelo caminho.

Com isso em mente, o primeiro passo do candidato que decide estudar para concurso público é a autoavaliação. Depois de olhar bem para si mesmo, ele deve definir o seu próprio método de estudo ideal, que o leve a alcançar o melhor rendimento possível. Há quem goste de estudar durante o dia, há quem prefira varar a madrugada debruçado sobre os livros; há quem se sinta bem estudando e ouvindo música, há quem só consiga apreender o conteúdo das matérias em ambiente com total silêncio. Existe até quem opte por métodos radicais, como eu em meu tempo de concurseiro. Para vencer o sono e estudar até altas horas, minha estratégia era colocar os pés numa bacia com água fria. Com o método, eu só interrompia os estudos quando estava cansado ao extremo.

Mas é claro que há muitas outras opções menos radicais que também funcionam muito bem para quem quer fazer as horas de estudo render mais. Por exemplo, não há mal algum em tomar café para melhorar a concentração. Há estudos científicos que comprovam que a bebida, tão consumida pelos brasileiros, é muito boa para manter o cérebro alerta por mais tempo. Basta ser cuidadoso e não exagerar na ingestão de cafeína, para não prejudicar outras funções do organismo, como a digestiva.

Por falar nisso, quero alertar meus leitores para que não caiam na tentação de tomar um remédio que recentemente se tornou modismo entre os concurseiros: a Ritalina. O medicamento, indicado para crianças que sofrem de Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAHI), de modo algum pode ser usado sem orientação médica. Tanto é que a embalagem leva a tarja preta dos remédios controlados e vendidos apenas com receita médica. Cuidado, pessoal! Não entrem nessa, porque pode ser “pior a emenda do que o soneto”, como diziam meus avós!

Na tentativa de manter um bom preparo físico e psicológico para enfrentar a maratona dos concursos, uma das medidas mais importantes é manter-se atento aos alimentos ingeridos. Alimentação de boa qualidade garante que desempenhemos bem nossas atividades, além, é claro, de preservar a saúde.

Todo mundo sabe que o excesso de gorduras é fator de grande risco, principalmente por aumentar o colesterol, como já está mais do que comprovado pela ciência. Uma alimentação bem balanceada não pode ter carnes gordurosas nem outros alimentos que contribuam para a obesidade, mais um fator de grande perigo para a saúde do ser humano.

Devemos estar a par das vantagens e desvantagens até das vitaminas que consumimos. Mesmo elas, quando ingeridas em excesso, podem ser prejudiciais em vez de aliadas para uma vida saudável e um bom rendimento no trabalho e nos estudos. Há alguns dias, assisti na televisão ao caso de um sujeito que morreu por excesso de vitamina A no fígado. O vício em suco de cenoura custou-lhe a vida, por incrível que pareça!

Para concluir, quero falar a respeito de atitudes que podem nos tornar vencedores. Não sei se você já ouviu falar de Albert Mehrabiam. O pensador norte-americano afirma, no livro Silent Messages, que, num ato de comunicação, 55% do impacto resultam de características não verbais da enunciação, como postura, gestos e contato visual. Ainda segundo o escritor, 38% do impacto devem-se ao tom de voz e apenas 7% são relacionados às palavras efetivamente pronunciadas. Ou seja, o que faz a diferença não é o que dizemos, mas como dizemos.

Considero esse assunto fascinante. Ainda voltarei a ele, mas fico por aqui com um último conselho para você que quer se tornar um concurseiro de sucesso:

Controle a língua. Não diga sempre tudo o que pensa. Cultive a voz baixa e suave. A maneira de falar, muitas vezes, impressiona mais do que o que se fala. E nunca deixe passar a oportunidade de dizer uma palavra meiga e animadora a uma pessoa ou a respeito dela. Se agir assim, você logo será recompensado com a aprovação num concurso público e finalmente desfrutará do seu feliz cargo novo.

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