O que presta e o que não presta

Diálogo é a palavra-chave para a solução dos conflitos sociais. Por isto, defendemos um amplo processo de debate sobre a demarcação das terras indígenas e quilombolas. É com responsabilidade, diálogo e uma postura democrática que vamos resolver o impasse. Mas, infelizmente, fomos surpreendidos com as declarações discriminatórias e de incitação à violência do deputado Luiz Carlos Heinze (PP-RS). Ao contrário do que o deputado prega, é possível garantir a produção, preservar o meio ambiente e promover os direitos humanos no campo.

A região norte, especialmente o estado do Pará, que coleciona assassinatos no campo e entrou para a história com o massacre do Eldorado dos Carajás, não é um exemplo a ser seguido.  A região sul pode se orgulhar por ter o menor número de conflitos no campo. Segundo o relatório da Comissão Pastoral da Terra, em 2012, ocorreram 1.067 conflitos por terra em todo o país, sendo 35 na região sul e 21 no Rio Grande do Sul. Os agricultores gaúchos são parceiros fundamentais para o desenvolvimento econômico e a erradicação da fome no país. Superar o impasse e assumir uma nova política de demarcação de terras deve ser o objetivo de todos.

O PCdoB optou pelo caminho do diálogo e, junto com todos os setores envolvidos, teve êxito na elaboração do novo Código Florestal. Mediar conflitos e interesses faz parte da rotina de todo agente público. É fundamental incorporar os agricultores no debate que o governo federal faz sobre a demarcação de terras. A unicidade e a pluralidade do nosso povo são marcas positivas do Brasil. Para avançar na solução dos problemas, garantindo a produção e os direitos dos índios, homossexuais e quilombolas, temos que optar pelo que presta e não pelo caminho da intolerância e do preconceito.

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