O que os pré-candidatos têm a dizer sobre políticas de transparência?

 

Vale destacar que a metodologia adotada pelo levantamento não avalia apenas se os dados estão disponíveis, mas também a sua usabilidade, ou seja, a capacidade de transformação em informação. Por exemplo: não adianta publicar dados sobre segurança pública em formatos não processáveis por máquinas (como PDFs) ou disponibilizar em formatos abertos dados desatualizados sobre a compras públicas.

A pesquisa ainda identificou quatro grandes áreas em que a disponibilização de informações ainda não se dá de maneira correta: propriedade da terra, registro de empresas, qualidade do ar e qualidade da água. O que pensam os pré-candidatos sobre o acesso à informação em relação a esses temas? O que já fizeram a respeito?

Por fim, o levantamento conclui que “a dimensão em que mais avançamos no Brasil, em termos de transparência, é a publicização dos dados, mas não necessariamente o entendimento e a transformação dos dados em algo útil”.

Políticas de transparência não devem, portanto, ser tratadas como secundárias em relação a outros grandes temas como saúde, educação ou segurança. Mas sim como uma agenda intrinsecamente complementar às demais, e que precisa transitar por todas as áreas em prol do aprimoramento coletivo.

 

* Luma Poletti Dutra é jornalista e doutoranda em Comunicação pela Universidade de Brasília (UnB).

 

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