O nó salarial no GDF

"Promessas de aumento sem avaliação do quadro como um todo, sem a criação de uma política de pessoal, que inclua a política de remuneração, tende a agravar o quadro"

O grande tema da eleição para o governo do DF deveria ser este: salários de servidores.

A realidade impressiona.

A rubrica folha de pagamento chega a alcançar 80% do total dos recursos orçamentários. Considerando-se os contratos que se utilizam intensivamente de mão-de-obra, em alguns momentos o GDF chega a gastar 90% dos seus recursos com pagamento de pessoal.

Há um total de aproximadamente 230 mil servidores, entre ativos e inativos.

Via de regra, os servidores das diversas carreiras reclamam dos salários – que, em grande parte das carreiras, são os mais altos pagos entre os entes da Federação, excluindo-se a União.

Dado o modus operandi das negociações salariais, ao longo dos anos foram se acumulando reclamações de injustiças praticadas contra diversas carreiras – e em todos os casos que tive conhecimento realmente ocorreram situações – para dizer o mínimo – inadequadas.

Para completar o quadro, verifica-se que a regra, em todos os órgãos, é a informação de que falta pessoal!

Como resolver uma situação como essa? Um problema com essa dimensão certamente deveria causar preocupação a candidatos e eleitores. Promessas de aumento sem avaliação do quadro como um todo, sem a criação de uma política de pessoal, que inclua a política de remuneração, tende a agravar o quadro acima.

A princípio não tenho a intenção de fazer proposta de solução do problema, embora até já tenha algumas linhas básicas esboçadas. A ideia agora é apenas alertar o eleitor, em particular, para que ouça atentamente o que os candidatos ao governo dizem a esse respeito.

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