O MEC virou palanque

Trata-se, no primeiro caso, de definir políticas públicas para troca de nomes de pessoas trans. Por que fazer isso, se temos tantos problemas mais graves para resolver?

Já existe uma política para as pessoas que precisam de assistência jurídica e não podem arcar com os custos: elas podem buscar a Defensoria Pública.

Se é trans e não tem condições de pagar um pedido judicial para trocar de nome, basta procurar a Defensoria. Se tiver recursos, pode pagar um advogado.

Nada dessa conversa de privilégio porque se diz trans!

São questões, portanto, que não cabem num exame que deveria aferir os conhecimentos acadêmicos dos alunos. Temas sujeitos a polêmicas desse tipo, em que você pode ser contra ou a favor, não deveriam ter lugar em uma avaliação séria.

Pessoalmente, estranho que o Ministério da Educação dê mais importância ao debate de políticas públicas voltadas para minorias quando a maioria enfrenta problemas gravíssimos, em diversas áreas, a começar pelo próprio setor educacional.

Não podemos ficar quietos assistindo o MEC transformar nossas escolas em palanque.

* James Andrade é estudante de Engenharia Elétrica na Faculdade Anhanguera, em Taguatinga (Distrito Federal).

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